{"id":115855,"date":"2014-07-08T04:21:42","date_gmt":"2014-07-08T03:21:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pressenza.com\/?p=115855"},"modified":"2014-07-08T04:21:42","modified_gmt":"2014-07-08T03:21:42","slug":"monsanto-semente-diabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2014\/07\/monsanto-semente-diabo\/","title":{"rendered":"Monsanto, a semente do diabo"},"content":{"rendered":"<p>A Monsanto n\u00e3o poupa recursos para acabar com as sementes camponesas: trata-se de monopolizar a ess\u00eancia dos alimentos.<\/p>\n<p>Por Esther Vivas publicado no <a href=\"www.cartamaior.com.b\" target=\"_blank\">Portal Carta Maior<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA semente do diabo\u201d, foi assim que o popular apresentador do canal norte-americano HBO Bill Maher batizou a multinacional Monsanto, num dos seus programas e em refer\u00eancia ao debate sobre os Organismos Geneticamente Modificados.<\/p>\n<p>Por qu\u00ea? Trata-se de uma afirma\u00e7\u00e3o exagerada? O que esconde esta grande empresa da ind\u00fastria das sementes?<\/p>\n<p>A Monsanto \u00e9 uma das maiores empresas do mundo e a n\u00famero um em sementes transg\u00eanicas, 90% das culturas modificadas geneticamente no mundo contam com os seus tra\u00e7os biotecnol\u00f3gicos. Um poder total e absoluto. Al\u00e9m disso, a Monsanto est\u00e1 \u00e0 frente da comercializa\u00e7\u00e3o de sementes, e controla 26% do mercado. Atr\u00e1s, vem a DuPont-Pioneer, com 18%, e a Syngenta, com 9%. S\u00f3 estas tr\u00eas empresas dominam mais de metade, 53%, das sementes que se compram e vendem \u00e0 escala mundial. As dez maiores, controlam 75% do mercado, segundo dados do Grupo ETC. O que lhes d\u00e1 um poder enorme na hora de impor o que se cultiva e, em consequ\u00eancia, o que se come. Uma concentra\u00e7\u00e3o empresarial que s\u00f3 fez aumentar nos \u00faltimos anos e que corr\u00f3i a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>A gan\u00e2ncia destas empresas n\u00e3o tem limites e o seu objetivo \u00e9 acabar com variedades de sementes locais e antigas, ainda hoje com um peso muito significativo especialmente nas comunidades rurais dos pa\u00edses do Sul. Sementes aut\u00f3ctones que representam uma concorr\u00eancia para as h\u00edbridas e transg\u00eanicas das multinacionais, que privatizam a vida, impedem os camponeses de obter as suas pr\u00f3prias sementes, convertem-nos em \u201cescravos\u201d das empresas privadas, al\u00e9m do seu impacto negativo no meio ambiente, com a contamina\u00e7\u00e3o de outras culturas, e na sa\u00fade das pessoas.<\/p>\n<p>A Monsanto n\u00e3o poupou recursos para acabar com as sementes camponesas: processos judiciais contra agricultores que tentam conserv\u00e1-las, monop\u00f3lio de patentes, desenvolvimento da tecnologia de esteriliza\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de sementes etc. Trata-se de controlar a ess\u00eancia dos alimentos, e aumentar assim a sua cota de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses do Sul, em particular naqueles com vastas comunidades camponesas capazes ainda de se proverem com sementes pr\u00f3prias, \u00e9 uma prioridade para estas empresas. Deste modo, as multinacionais das sementes intensificaram as aquisi\u00e7\u00f5es e alian\u00e7as com empresas do setor principalmente na \u00c1frica e na \u00cdndia, apostaram em culturas destinadas aos mercados do Sul Global e promoveram pol\u00edticas para desencorajar a reserva de sementes.<\/p>\n<p>A Monsanto, como reconhece a sua principal rival DuPont-Pioneer, \u00e9 o \u201cguardi\u00e3o \u00fanico\u201d do mercado de sementes, controlando, por exemplo, 98% da comercializa\u00e7\u00e3o da soja transg\u00eanica tolerante a herbicidas e 79% do milho, como assinala o relat\u00f3rio \u201cQuem controla as mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas?\u201d, o que lhe d\u00e1 poder suficiente para determinar o pre\u00e7o das sementes, independentemente dos seus concorrentes.<\/p>\n<p>Das sementes aos pesticidas<br \/>\nNo entanto, para a Monsanto n\u00e3o \u00e9 suficiente controlar as sementes. Para fechar o c\u00edrculo, procura dominar aquilo que se aplica nas suas culturas: os pesticidas. A Monsanto \u00e9 a quinta empresa agroqu\u00edmica mundial e controla 7% do mercado de inseticidas, herbicidas, fungicidas, etc., atr\u00e1s de outras empresas, l\u00edderes ao mesmo tempo no mercado das sementes, como a Syngenta que domina 23% do neg\u00f3cio dos pesticidas, a Bayer 17%, a BASF 12% e a Dow Agrosciences quase 10%.<\/p>\n<p>Cinco empresas controlam, assim, 69% dos pesticidas qu\u00edmicos sint\u00e9ticos que se aplicam nos cultivos em escala mundial. Os que vendem as sementes h\u00edbridas e transg\u00eanicas aos agricultores s\u00e3o os mesmos que lhes fornecem os pesticidas a aplicar. Neg\u00f3cio garantido.<\/p>\n<p>O impacto no meio ambiente e na sa\u00fade das pessoas \u00e9 dram\u00e1tico. Apesar das empresas do setor assinalarem o car\u00e1ter \u201camistoso\u201d destes produtos com a natureza, a realidade \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio. Hoje, depois de anos de fornecimento do herbicida Roundup Ready da Monsanto, \u00e0 base de glifosato, que j\u00e1 em 1976 foi o herbicida mais vendido do mundo, v\u00e1rias s\u00e3o as ervas que desenvolveram resist\u00eancias. S\u00f3 nos Estados Unidos, calcula-se que apareceram cerca de 130 ervas daninhas resistentes a herbicidas em 4,45 milh\u00f5es de hectares de culturas, segundo dados do Grupo ETC. O que levou a um aumento do uso de pesticidas, com aplica\u00e7\u00f5es mais frequentes e doses mais elevadas, para combat\u00ea-las, com a consequente contamina\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>As den\u00fancias de camponeses e comunidades afetadas pelo uso sist\u00eamico de pesticidas qu\u00edmicos sint\u00e9ticos \u00e9 uma constante. Na Fran\u00e7a, o mal de Parkinson \u00e9 considerado uma doen\u00e7a laboral agr\u00edcola causada pelo uso de pesticidas, depois do agricultor Paul Fran\u00e7ois ter ganho a batalha judicial contra a Monsanto, no Tribunal de Lyon em 2012, e ter conseguido demonstrar que o herbicida Lasso era respons\u00e1vel por t\u00ea-lo intoxicado e deixado inv\u00e1lido. Uma senten\u00e7a hist\u00f3rica, que permitiu criar jurisprud\u00eancia.<\/p>\n<p>O caso das M\u00e3es de Ituzaing\u00f3, um sub\u00farbio da cidade argentina de C\u00f3rdoba, rodeado de campos de soja, em luta contra a pulveriza\u00e7\u00e3o \u00e9 outro exemplo. Depois de dez anos de den\u00fancias, e ap\u00f3s ver como o n\u00famero de doentes de cancro e crian\u00e7as com malforma\u00e7\u00f5es no bairro n\u00e3o parava de aumentar, de cinco mil habitantes duzentos tinham cancro, conseguiram demonstrar o v\u00ednculo entre essas doen\u00e7as e os pesticidas aplicados nas planta\u00e7\u00f5es de soja locais (endosulfan da DuPont e glifosato do Roundup Ready da Monsanto). A Justi\u00e7a proibiu, gra\u00e7as \u00e0 sua mobiliza\u00e7\u00e3o, a pulveriza\u00e7\u00e3o com pesticidas pr\u00f3ximo de zonas urbanas. Estes s\u00e3o apenas dois casos dos muitos que podemos encontrar em todo o planeta.<\/p>\n<p>Agora, os pa\u00edses do Sul s\u00e3o o novo objetivo das empresas agroqu\u00edmicas. Enquanto as vendas globais de pesticidas ca\u00edram nos anos 2009 e 2010, o seu uso nos pa\u00edses da periferia aumentou. Em Bangladesh, por exemplo, a aplica\u00e7\u00e3o de pesticidas cresceu 328% na d\u00e9cada de 2000, com o consequente impacto na sa\u00fade dos camponeses. Entre 2004 e 2009, a \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio tiveram o maior consumo de pesticidas. E na Am\u00e9rica Central e do Sul espera-se um aumento do consumo nos pr\u00f3ximos anos. Na China, a produ\u00e7\u00e3o de agroqu\u00edmicos atingiu em 2009 dois milh\u00f5es de toneladas, mais do dobro do que em 2005, segundo assinala o relat\u00f3rio \u201cQuem controlar\u00e1 a economia verde?\u201d.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria de terror<br \/>\nMas de onde surge esta empresa? A Monsanto foi fundada em 1901 pelo qu\u00edmico John Francis Queeny, proveniente da ind\u00fastria farmac\u00eautica. A sua hist\u00f3ria \u00e9 a hist\u00f3ria da sacarina e do aspartame, do bifenil policlorado, do agente laranja, dos transg\u00eanicos. Todos fabricados, ao longo dos anos, por esta empresa. Uma hist\u00f3ria de terror.<\/p>\n<p>A Monsanto constituiu-se como uma empresa qu\u00edmica e, na sua origem, o seu produto principal era a sacarina, que distribu\u00eda para a ind\u00fastria alimentar e, em particular, para a Coca-Cola, de que foi uma das principais fornecedoras. Com os anos, expandiu o seu neg\u00f3cio \u00e0 qu\u00edmica industrial, convertendo-se, na d\u00e9cada de 20, num dos maiores fabricantes de \u00e1cido sulf\u00farico. Em 1935, absorveu a empresa que comercializava o bifenil policlorado, utilizado nos transformadores da ind\u00fastria el\u00e9trica. Nos anos 40, a Monsanto centrou a sua produ\u00e7\u00e3o nos pl\u00e1sticos e nas fibras sint\u00e9ticas, e, em 1944, come\u00e7ou a produzir qu\u00edmicos agr\u00edcolas como o pesticida DDT.<\/p>\n<p>Nos anos 60, juntamente com outras empresas do setor como a Dow Chemical, foi contratada pelo governo dos Estados Unidos para produzir o herbicida agente laranja, que foi utilizado na guerra do Vietn\u00e3. Neste per\u00edodo, fundiu-se, tamb\u00e9m, com a empresa Searla, que criou o ado\u00e7ante n\u00e3o-cal\u00f3rico aspartamo. A Monsanto foi produtora, tamb\u00e9m, da hormona sint\u00e9tica de crescimento bovino somatotropina bovina. Nas d\u00e9cadas de 80 e 90, a Monsanto apostou na ind\u00fastria agroqu\u00edmica e transg\u00eanica, acabando por se tornar na n\u00famero um indiscut\u00edvel das sementes modificadas geneticamente.<\/p>\n<p>Atualmente, muitos dos produtos made by Monsanto foram proibidos, como o agente laranja ou o DDT, acusados de provocar graves danos \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente. S\u00f3 o agente laranja foi respons\u00e1vel na guerra do Vietn\u00e3 de dezenas de milhares de mortos e mutilados, bem como de beb\u00eas nascidos com malforma\u00e7\u00f5es. A somatotropina bovina tamb\u00e9m est\u00e1 vetada no Canad\u00e1, na Uni\u00e3o Europeia, Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia, apesar de ser permitida nos Estados Unidos. O mesmo ocorre com o cultivo de transg\u00eanicos, onipresente na Am\u00e9rica do Norte, mas proibido na maioria dos pa\u00edses europeus, com exce\u00e7\u00e3o, por exemplo, da Espanha.<\/p>\n<p>A Monsanto, al\u00e9m disso, move-se como peixe na \u00e1gua nos corredores do poder. A Wikileaks tornou isso bem claro quando divulgou mais de 900 mensagens que mostravam como a administra\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos gastou consider\u00e1veis recursos p\u00fablicos para promover a Monsanto e os transg\u00eanicos em muit\u00edssimos pa\u00edses, atrav\u00e9s das suas embaixadas, do seu Departamento de Agricultura e da sua ag\u00eancia de desenvolvimento USAID. A estrat\u00e9gia consistia e consiste em confer\u00eancias \u201ct\u00e9cnicas\u201d desinformando jornalistas, funcion\u00e1rios e formadores de opini\u00e3o, press\u00f5es bilaterais para a ado\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis e para abrir o mercado \u00e0s empresas do setor, etc.<\/p>\n<p>Resist\u00eancias<br \/>\nPerante tanto desprop\u00f3sito, muitos n\u00e3o calam e se levantam em protesto. As resist\u00eancias contra a Monsanto s\u00e3o milhares em todo o mundo. O dia 25 de maio foi declarado dia de jornada de a\u00e7\u00e3o global contra essa empresa e centenas de manifesta\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es de protesto foram realizadas nesse dia em todo o mundo.<\/p>\n<p>Em 2013, realizou-se a primeira convoca\u00e7\u00e3o, milhares de pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas em v\u00e1rias cidades de 52 pa\u00edses diferentes, desde a Hungria at\u00e9 o Chile passando por Holanda, Espanha, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, \u00c1frica do Sul, Estados Unidos, entre outros, para mostrar a profunda rejei\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas da multinacional. No \u00faltimo dia 25, a segunda convocat\u00f3ria, teve a\u00e7\u00f5es em 49 pa\u00edses.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina \u00e9, neste momento, uma das principais frentes de luta contra a empresa. No Chile, a mobiliza\u00e7\u00e3o conseguiu, em mar\u00e7o de 2014, a retirada da chamada Lei Monsanto que pretendia facilitar a privatiza\u00e7\u00e3o das sementes locais e deix\u00e1-las nas m\u00e3os da ind\u00fastria. Outra grande vit\u00f3ria foi na Col\u00f4mbia, um ano antes, quando a massiva paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, em agosto de 2013, conseguiu a suspens\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o 970, que obrigava os camponeses a usar exclusivamente sementes privadas, compradas das empresas do agroneg\u00f3cio, e os impedia de guardarem as suas pr\u00f3prias sementes. Na Argentina, os movimentos sociais est\u00e3o, tamb\u00e9m, em p\u00e9 de guerra contra outra Lei Monsanto, que est\u00e1 para ser aprovada no pa\u00eds e pretende subordinar a pol\u00edtica nacional de sementes \u00e0s exig\u00eancias das empresas transnacionais. Mais de cem mil argentinos j\u00e1 assinaram contra essa lei no quadro da campanha \u201cN\u00e3o \u00e0 Privatiza\u00e7\u00e3o das Sementes\u201d.<\/p>\n<p>Na Europa, a Monsanto quer agora aproveitar a brecha aberta pelas negocia\u00e7\u00f5es do Tratado de Livre Com\u00e9rcio Uni\u00e3o Europeia \u2013 Estados Unidos (TTIP) para pressionar em fun\u00e7\u00e3o dos seus interesses particulares e poder legislar por cima da vontade dos pa\u00edses membros, muitos deles contr\u00e1rios \u00e0 ind\u00fastria transg\u00eanica. As resist\u00eancias na Europa contra o TTIP, esperemos, n\u00e3o demorar\u00e3o.<\/p>\n<p>A Monsanto \u00e9 a semente do diabo, sem d\u00favida.<br \/>\n_______<\/p>\n<p>Esther Vivas \u00e9 pesquisadora de movimentos sociais e pol\u00edticas agr\u00edcolas e alimentares. Licenciada em jornalismo e mestre em sociologia, milita na Izquierda Anticapilista espanhola, tend\u00eancia interna do Podemos.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 de Carlos Santos, para o <a href=\"http:\/\/www.esquerda.net\/\" target=\"_blank\">Esquerda.net<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Monsanto n\u00e3o poupa recursos para acabar com as sementes camponesas: trata-se de monopolizar a ess\u00eancia dos alimentos. 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