{"id":1158177,"date":"2020-07-12T03:58:07","date_gmt":"2020-07-12T02:58:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1158177"},"modified":"2020-07-12T03:50:34","modified_gmt":"2020-07-12T02:50:34","slug":"ruy-guerra-quando-um-seculo-so-e-pouco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/ruy-guerra-quando-um-seculo-so-e-pouco\/","title":{"rendered":"Ruy Guerra: quando um s\u00e9culo s\u00f3 \u00e9 pouco"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ruy Guerra chegou ao Brasil no final dos anos 1950, aos 26 anos, trazendo na bagagem um diploma do prestigiado <em>Institut des hautes \u00e9tudes cin\u00e9matographiques<\/em> (IDHEC) de Paris e algumas experi\u00eancias como assistente de dire\u00e7\u00e3o. Imediatamente aderiu ao emergente movimento do Cinema Novo e, sem demora, virou um dos seus principais nomes. Seu perfil era diferente dos cineastas do Cinema Novo, o que gerou alguns atritos com a cena brasileira. No Brasil n\u00e3o havia escolas de cinema, os equipamentos eram prec\u00e1rios e o conhecimento sobre cinema era proveniente, basicamente, da condi\u00e7\u00e3o de cin\u00e9filos daqueles jovens cineastas. As descobertas e os espa\u00e7os foram sendo conquistados na \u201cmarra\u201d, no \u00edmpeto e no voluntarismo daquela gera\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Ruy dominava as t\u00e9cnicas e a linguagem cinematogr\u00e1fica com destreza, seus anos de estudo e de experi\u00eancia na Fran\u00e7a traziam outro olhar sobre o cinema e um dom\u00ednio da forma que ficavam evidentes ao se assistir qualquer um dos seus filmes. Podemos citar dois exemplos definitivos, a sequ\u00eancia de <em>Os Fuzis<\/em> (1964) em que o personagem Ga\u00facho (\u00c1tila I\u00f3rio) \u00e9 perseguido e morto pelos soldados, e o plano-sequ\u00eancia de <em>Os Deuses e os Mortos<\/em> (1970). Esses dois momentos t\u00eam lugar cativo no <em>ranking<\/em> das mais impressionantes sequ\u00eancias do cinema brasileiro. As duas s\u00e3o verdadeiras exibi\u00e7\u00f5es de t\u00e9cnica e linguagem cinematogr\u00e1fica, expondo todo o controle formal caracter\u00edstico do cinema de Ruy. No caso de <em>Os Fuzis<\/em>, os planos que comp\u00f5em a fuga de Ga\u00facho com os soldados em sua persegui\u00e7\u00e3o, alternando tiros e correria em meio a gritos e latidos, s\u00e3o entremeados por um breve plano com a c\u00e2mera na m\u00e3o acompanhando a movimenta\u00e7\u00e3o de Ga\u00facho, encurralado num barraco; e pelo plano que antecede a morte de Ga\u00facho, aonde o ritmo fren\u00e9tico da persegui\u00e7\u00e3o estanca e a c\u00e2mera passeia pelo rosto do personagem, sua m\u00e3o no gatilho do fuzil, a ponta do fuzil se revelando por tr\u00e1s da parede, voltando para suas m\u00e3os engatilhando a arma e culminando com seu rosto ofegante. Logo em seguida, a sequ\u00eancia atinge o cl\u00edmax. V\u00e1rios dos planos que comp\u00f5em essa sequ\u00eancia foram filmados com uma teleobjetiva, aproximando a tens\u00e3o nos rostos dos personagens. Essa combina\u00e7\u00e3o de diferentes recursos acaba proporcionando uma din\u00e2mica e uma percep\u00e7\u00e3o diferenciada do espa\u00e7o, produzindo uma pulsa\u00e7\u00e3o simplesmente arrebatadora.<\/p>\n<p>J\u00e1 o plano-sequ\u00eancia em <em>Os Deuses e os Mortos<\/em> tem 4 minutos e meio de dura\u00e7\u00e3o, com seis personagens em constante movimenta\u00e7\u00e3o e a c\u00e2mera a segui-los alternadamente, tanto em ambientes externos, como internos, at\u00e9 culminar no mon\u00f3logo, em plano fechado, do personagem de Othon Bastos sentado no ch\u00e3o. Trata-se de uma aut\u00eantica aula de <em>mise-en-sc\u00e8ne<\/em>, com um rigor de composi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de encontrar paralelo em qualquer outro filme do Cinema Novo.<\/p>\n<p>O uso ao mesmo tempo criativo e rigoroso da linguagem cinematogr\u00e1fica sempre foi a principal caracter\u00edstica do cinema de Ruy. N\u00e3o por acaso, dois dos seus filmes, <em>Os Cafajestes<\/em> (1962) e <em>Os Fuzis<\/em>, est\u00e3o presentes na lista feita pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00edticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Mas poder\u00edamos acrescentar a essa lista, sem nenhum esfor\u00e7o, <em>Os Deuses e os Mortos<\/em> e <em>O Veneno da Madrugada<\/em> (2005).<\/p>\n<p>Ruy, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 \u201capenas\u201d um diretor de cinema mundialmente reconhecido. Podemos incorporar \u00e0s suas atividades os of\u00edcios de ator, roteirista, montador, diretor de teatro, dramaturgo, poeta, escritor, professor e compositor, aonde acumulou parcerias com Chico Buarque, Edu Lobo, Francis Hime, Carlos Lyra, Milton Nascimento, Marcos Valle e S\u00e9rgio Ricardo. Se a express\u00e3o \u201chomem da renascen\u00e7a\u201d, eternizada nas figuras de Da Vinci e Michelangelo, designava homens que habitavam com talento e brilho v\u00e1rios campos do conhecimento e da arte, podemos dizer que Ruy encarna como poucos o \u201chomem da modernidade\u201d, pois al\u00e9m de transitar com desenvoltura por diversos segmentos art\u00edsticos, imprimindo constantemente um car\u00e1ter autoral, Rui sempre foi, tamb\u00e9m, um ser pol\u00edtico. Engajou-se, desde jovem, na luta pela independ\u00eancia de Mo\u00e7ambique, seu pa\u00eds natal, e nunca deixou de se posicionar criticamente frente ao colonialismo e ao fascismo. Seu cinema estabeleceu conex\u00f5es entre a \u00c1frica, a Am\u00e9rica do Sul e a Europa reverberando seu esp\u00edrito internacionalista.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil escrever sobre Ruy Guerra, essa figura multifacetada. Agora, imaginem fazer um filme sobre ele! Como retratar em imagens e sons um personagem t\u00e3o complexo em pouco mais de uma hora? Pois foi essa tarefa \u201cespinhosa\u201d que os diretores Diogo Oliveira e Bruno Laet assumiram.<\/p>\n<p>Normalmente os document\u00e1rios biogr\u00e1ficos apresentam v\u00e1rios depoimentos de pessoas do conv\u00edvio do personagem, expondo alguns aspectos de sua vida e obra. Ou ent\u00e3o, \u00e9 comum que a narrativa explore apenas um aspecto especifico da vida do protagonista. Diogo e Bruno resolveram n\u00e3o utilizar nenhuma dessas op\u00e7\u00f5es. O filme n\u00e3o \u00e9 exatamente um document\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o, nem mesmo um docudrama. Eles optaram por apresentar um painel, um mosaico (ou como eles materializam no filme, um labirinto), que mais do que apresentar a vida de Ruy, espelha o seu processo criativo. Sim, o filme tem depoimentos, assim como apresenta diversas sequ\u00eancias dos filmes de Ruy, mas mesmo nos depoimentos n\u00e3o h\u00e1 uma unidade, n\u00e3o h\u00e1 a inten\u00e7\u00e3o de elucidar qualquer aspecto que seja. Cada entrevistado explora algum detalhe da personalidade ou da produ\u00e7\u00e3o de Ruy, seguindo o ritmo multiforme do personagem principal. Chico Buarque fala de sua rela\u00e7\u00e3o pessoal com Ruy, Michel Ciment situa seus filmes no contexto da hist\u00f3ria do cinema, Werner Herzog estabelece um paralelo entre suas obras etc. As falas de Ruy, por sua vez, tamb\u00e9m alternam entre lembran\u00e7as pessoais, sua vis\u00e3o sobre o cinema, a leitura de poesias, sem se preocupar em esgotar nenhum desses temas, pelo contr\u00e1rio, mantendo sempre uma abertura, uma linha de fuga, caracter\u00edstica marcante tanto da sua vida, como da sua produ\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, os trechos dos filmes que s\u00e3o exibidos, mais do que assumirem uma condi\u00e7\u00e3o meramente ilustrativa, funcionam como um fio condutor, evitando que esse mosaico\/labirinto se disperse.<\/p>\n<p>No meio desse painel, Diogo e Bruno intercalam sequ\u00eancias ficcionais interpretadas por J\u00falio Adri\u00e3o que poderiam, tranquilamente, fazer parte de um filme do pr\u00f3prio Ruy, frente ao engenhoso trabalho com os signos e a obstina\u00e7\u00e3o formal que as comp\u00f5em. Diogo e Bruno, ex-alunos de Ruy, conseguem prestar um tributo \u00e0 altura do mestre, o que, convenhamos, n\u00e3o \u00e9 pouca coisa. Na verdade, \u00e9 poss\u00edvel dizer que para al\u00e9m de retratar seu pensamento, o filme corporifica um devir-Ruy, ao reproduzir o movimento transversal do seu trajeto, atravessando tempos e espa\u00e7os distintos, sem in\u00edcios ou fins pr\u00e9-determinados. \u00c9 f\u00e1cil imaginar esse trabalho como uma instala\u00e7\u00e3o, sendo exibido em v\u00e1rias telas simultaneamente, atrav\u00e9s das salas de um museu.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do filme \u00e9 um achado por si s\u00f3 (<em>O Homem que Matou John Wayne<\/em>) e sua conclus\u00e3o com a deliciosa narrativa sobre o suposto encontro de Ruy com John Wayne, engendra um final perfeito, pois se a figura do cowboy personifica o car\u00e1ter \u00e9pico que o capitalismo gosta de impingir \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos novos mundos ao longo dos s\u00e9culos XIX e XX, Ruy Guerra surge como o supremo iconoclasta. Por um breve momento, atrav\u00e9s do encantamento do cinema, o Imperialismo se ajoelha frente ao artista.<\/p>\n<p>A homenagem a esse personagem \u00edmpar da cultura brasileira ganha um contorno ainda mais abrangente com a biografia <em>Ruy Guerra: paix\u00e3o escancarada<\/em>, uma minuciosa restitui\u00e7\u00e3o do percurso da vida e do trabalho de Ruy, escrita pela historiadora Vavy Pacheco Borges e que foi lan\u00e7ada simultaneamente ao filme.<\/p>\n<p>Mas a boa not\u00edcia \u00e9 que Ruy n\u00e3o para nunca. Se a condi\u00e7\u00e3o de \u201chomem da modernidade\u201d denota o ideal do artista do s\u00e9culo XX, a verdade \u00e9 que o s\u00e9culo ficou pequeno demais e ele invade a segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI se reinventando, seja na escrita, nas aulas, nos protestos e, principalmente, nos filmes (seu \u00faltimo trabalho, <em>Aos Peda\u00e7os<\/em>, estreou no Festival de Rotterdam, no in\u00edcio do ano). Em breve, tanto o filme de Diogo e Bruno, quanto o livro de Vavy v\u00e3o necessitar de atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; Ruy Guerra chegou ao Brasil no final dos anos 1950, aos 26 anos, trazendo na bagagem um diploma do prestigiado Institut des hautes \u00e9tudes cin\u00e9matographiques (IDHEC) de Paris e algumas experi\u00eancias como assistente de dire\u00e7\u00e3o. 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