{"id":1152658,"date":"2020-07-05T03:57:12","date_gmt":"2020-07-05T02:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1152658"},"modified":"2020-07-31T21:33:41","modified_gmt":"2020-07-31T20:33:41","slug":"so-o-que-for-possivel-cap-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/so-o-que-for-possivel-cap-ii\/","title":{"rendered":"S\u00f3 o que for poss\u00edvel. Cap II"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">LIVRO<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>A narrativa do cotidiano de um personagem em tempos de pandemia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria, dividida em cap\u00edtulos, n\u00e3o segue uma linearidade de tempo que se constr\u00f3i seguindo a l\u00f3gica de um rel\u00f3gio, mas se insere acerca de um per\u00edodo imensur\u00e1vel de uma quarentena, durante uma pandemia mundial. As cr\u00f4nicas s\u00e3o narradas na primeira pessoa, mas usam personagens e lembran\u00e7as do narrador para criar um ambiente de comunica\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios mundos em diversos tempos.<\/p>\n<p><em>S\u00f3 o que for poss\u00edvel<\/em> conta com as ilustra\u00e7\u00f5es da artista pl\u00e1stica, Fernanda N\u00f3brega, numa t\u00e9cnica mista de carv\u00e3o e nanquim.<\/p>\n<p>O conjunto de 12 cap\u00edtulos ser\u00e1 disponibilizado aos leitores de Pressenza ao longo de alguns meses. A cada 15 dias ser\u00e1 publicado um cap\u00edtulo com uma ilustra\u00e7\u00e3o.*<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, o Cap II. Boa leitura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Capitulo II. A pandemia nossa de cada dia<\/h4>\n<p>As not\u00edcias continuam chegando em todas as plataformas digitais, na TV, no r\u00e1dio e n\u00e3o s\u00e3o nada animadoras. A morte est\u00e1 avan\u00e7ando sobre todo o territ\u00f3rio brasileiro. Mais um ministro caiu e o pa\u00eds est\u00e1 \u00e0 deriva e o capit\u00e3o dando sinais, cada vez mais claros, de psicopatia em grau m\u00e1ximo, dando seus ares de genocida.<\/p>\n<p>Acabei de escrever dois artigos para o site do Movimento Humanista e, o processo criativo parece come\u00e7a entrar em pane. Os temas se multiplicam, mas o foco est\u00e1 na pandemia, na morte.<\/p>\n<p>Um vento frio invade o quarto. Me apresso em fechar a persiana para continuar divagando em linhas retas com\u00a0 o pensamento preso nas encruzilhadas que essa pandemia\u00a0 me trouxe.<\/p>\n<p>No computador, uma p\u00e1gina em branco, esperando que os dedos recebam algum comando do c\u00e9rebro e que esses se transformem em palavras, frases, pensamentos, poemas. Mas, a intensidade do movimento dos neur\u00f4nios \u00e9 insuficiente para verbalizar qualquer coisa. Na mente reina a pandemia, o v\u00edrus, a cloroquina, os berros do palha\u00e7o que nos governa, e a falta de perspectiva de se encontrar uma f\u00f3rmula para fugir de tudo isso para uma outra dimens\u00e3o. Mas, outra dimens\u00e3o n\u00e3o existe. O que temos \u00e9 a realidade de um mundo expiando seus erros e tendo a oportunidade de encontrar um novo caminho para a\u00a0 sa\u00fade das pessoas e novos paradigmas para as politicas econ\u00f4micas e sociais.<\/p>\n<p>Acabo de receber a notifica\u00e7\u00e3o de que meu artigo sobre pol\u00edtica foi publicado no site do movimento humanista. Paro o nada que estava fazendo para dar uma conferida, pois \u00e9 sempre assim, depois de publicado \u00e9 que aparecem os erros, que procuramos dezenas de vezes antes de envia-los. Isso parece ser uma saga de todo escritor. As palavras ou express\u00f5es usadas inadequadamente parecem que se escondem aos olhos do revisor para depois de publicadas darem o ar da gra\u00e7a&#8230;isso, sem falar na pontua\u00e7\u00e3o, principalmente, as famigeradas v\u00edrgulas.<\/p>\n<p>Leio o artigo publicado no site e, desta vez s\u00f3 encontro um erro, justamente na \u00faltima palavra do texto &#8211; em vez de ideais, ideias. Mas, o erro, n\u00e3o comprometeu o entendimento, pois ideais e ideias caminham bem pr\u00f3ximas no universos das signific\u00e2ncias pol\u00edticas, tema do texto, que fala sobre um rei mal coroado, que n\u00e3o suportava a ideia de prosperar o amor em seu reinado. Um rei med\u00edocre, que acreditava nas armas como forma de controle social e interferia, sobremaneira, nas instancias do estado, que teimavam em investigar suas a\u00e7\u00f5es e de seus filhos mal criados e bem versados na pr\u00e1tica da ignor\u00e2ncia e corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enfim, trabalho entregue e publicado. Mas, tudo ainda se encontra paralisado, afinal, estamos em quarentena e nada \u00e9 seguro. At\u00e9 os f\u00f3runs de discuss\u00f5es e debates nas redes sociais nos imprimem algum ou s\u00e9rios perigos, pois, n\u00e3o sabemos mais os rumos que esse pa\u00eds est\u00e1 tomando.<\/p>\n<p>Muitas vezes, desconhecemos o pensamento, at\u00e9 de nossos familiares e amigos mais chegados. Onde menos se espera, l\u00e1 est\u00e1 o ovo do fascismo pronto para eclodir.<\/p>\n<p>Estamos vivendo numa era do anacronismo cientifico, principalmente, da filosofia e ci\u00eancias sociais. A terra n\u00e3o \u00e9 mais a mesma e os movimentos de rota\u00e7\u00e3o e transla\u00e7\u00e3o foram jogados na lata de lixo pelos defensores do terra-planismo. E, o que era iluminismo virou negaciosismo. O universo, daqueles que opinam sem conhecimento de causa, ganhou o incremento de rob\u00f4s e as chamadas fake news assolam o mundo, negando inclusive, a import\u00e2ncia das vacinas. A web virou um pandem\u00f4nio de informa\u00e7\u00f5es falsas e de opini\u00f5es sem conte\u00fado, carregadas de achismos e rompantes ideol\u00f3gicos, onde at\u00e9 a f\u00e9 ou cren\u00e7a se perdeu na grande babel eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>Est\u00e1 cada dia mais dif\u00edcil manter a sanidade, pois al\u00e9m de tudo, ainda temos que pensar nas boletos vencidos e os que ainda est\u00e3o por chegar.<\/p>\n<p>O jeito \u00e9 se refugiar naquele compartimento da mente que ainda n\u00e3o nos foi roubado \u2013 os sonhos. \u00c9 fechar os olhos e deixar a imagina\u00e7\u00e3o nos levar para onde \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>E o poss\u00edvel nesse\u00a0 instante \u00e9 a memoria de uma experiencia muito marcante em minha vida \u2013 o Santo Daime.<\/p>\n<p>Era junho de 1996, naquela \u00e9poca, estava em meio a um turbilh\u00e3o de experiencias novas. Tinha acabado de ser contratado como rep\u00f3rter de uma TV no Rio de Janeiro, terminado um relacionamento afetivo de mais de oito anos e, com muitas d\u00favidas sobre de fato, qual era o meu papel no mundo. Sem contar, as d\u00favidas em que as novas experiencias com pessoas t\u00e3o diferentes, que eu conhecia nesse novo circulo de trabalho, tinha jogado a minha f\u00e9.<\/p>\n<p>E foi nessa ocasi\u00e3o que um amigo me convidou para participar de um hin\u00e1rio de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista numa tapera em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. J\u00e1 conhecia o Santo Daime, tendo participado de v\u00e1rios encontros, mas nunca havia tomado o ch\u00e1 de ayauasca, somente participado como observador. Resolvi aceitar o convite e partimos para o hin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Era final de tarde de uma sexta-feira, v\u00e9spera das festividades de S\u00e3o Jo\u00e3o e chovia muito no Rio de Janeiro. Lembro-me, que ao chegar pr\u00f3ximo ao s\u00edtio, onde ficava a tapera, o carro que est\u00e1vamos em cinco pessoas, quase ficou atolado na lama da pequena estrada de terra. Eu estava no banco da frente e o amigo que me convidou era quem dirigia, e,\u00a0 no banco detr\u00e1s, a esposa dele e mais um casal de amigos. O c\u00e9u estava completamente coberto de nuvens pretas e os raios faziam recortes assustadores de luzes avermelhadas. Confesso que tive medo.<\/p>\n<p>Ao chegar na entrada do sitio, perguntei ao meu amigo, quem eram as pessoas que estavam paradas debaixo de uma \u00e1rvore, que ficava a uns cem metros do local onde aconteceria o hin\u00e1rio. Meu amigo me olhou assustado, e disse, que n\u00e3o tinha ningu\u00e9m embaixo da \u00e1rvore, o que foi prontamente confirmado pelos outros ocupantes do carro.<\/p>\n<p>Mas, estavam l\u00e1, desafiando meus sentidos, um casal e mais quatro jovens, dois deles ainda crian\u00e7as. Todos usavam uma roupa verde com o mesmo corte e indumentarias.<\/p>\n<p>Mesmo dando todos esses detalhes sobre aquelas pessoas que eu estava vendo, todos os ocupantes do carro disseram que n\u00e3o estavam vendo nada. Meu sinal de alerta se acendeu na hora. A partir daquele momento, de alguma forma, sabia que aquela experiencia seria diferente de todas que tivera at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Estacionamos o carro e seguimos \u00e0 p\u00e9 para a tapera onde se daria o encontro. A maioria das pessoas que ali estavam demonstravam um semblante manso e um olhar extremamente sereno e compenetrado. Fomos apresentados aos chefes, os que conduziriam o ritual e fomos levados para assinar um termo de responsabilidade. Como n\u00e3o pretendia tomar o ch\u00e1, fiquei sentado junto \u00e0 janela da ala esquerda daquela cabana de sap\u00e9 extremamente bem feita, apesar de r\u00fastica.<\/p>\n<p>Meu amigo veio at\u00e9 a mim, segurou as minhas m\u00e3os e me disse com voz serena: &#8211; n\u00e3o perca a oportunidade que est\u00e1 dada a voc\u00ea. Sua vis\u00e3o pode ter sido um sinal. Voc\u00ea precisa perder o medo. Prometo que fico ao seu lado.<\/p>\n<p>Era a centelha que eu precisava para romper o medo e me abrir para aquela experiencia. Entrei na forma\u00e7\u00e3o para a cerim\u00f4nia. Percebi que as pessoas iam formando um\u00a0 oct\u00f3gono, sendo que, homens e mulheres maduros assumiam as posi\u00e7\u00f5es de norte e sul, jovens, tamb\u00e9m separados pelo sexo, tomavam as posi\u00e7\u00f5es leste e oeste e as demais posi\u00e7\u00f5es iam sendo preenchidas pelas crian\u00e7as que faziam parte do ritual, tamb\u00e9m separadas pelo sexo, formando a intercess\u00e3o entre os grupos maiores.<\/p>\n<p>Me posicionei junto aos homens solteiros e, logo depois foi levado para uma fila atr\u00e1s do altar onde era servido o ch\u00e1. Quando chegou minha vez, tomei o pequeno vasilhame com as duas m\u00e3os, observei a colora\u00e7\u00e3o cor de terra e levantei o copo aos ar, como que pedindo\u00a0 licen\u00e7a ou agradecendo a experi\u00eancia. Depois, levei \u00e0 boca e engoli tudo de uma vez. Era um copo pequeno, desses em que se servem caf\u00e9 nas reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. O arrepio foi instant\u00e2neo, quando aquela subst\u00e2ncia de gosto ocre ganhou minha garganta e tomou conta de toda minha boca. Abaixei a cabe\u00e7a e voltei em silencio para a forma\u00e7\u00e3o. Logo ap\u00f3s, todos os integrantes passarem pela fila e voltarem para o aquele oct\u00f3gono da f\u00e9, come\u00e7aram os c\u00e2nticos. Eu, at\u00e9 ent\u00e3o, estava de olhos fechados e assim permaneci at\u00e9 o terceiro ou quarto c\u00e2ntico ser entoado.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cEssa \u00e9 a linha do tocum que traz toda lealdade<\/em><br \/>\n<em>Castigando os mentirosos aqui dentro dessa verdade<\/em><br \/>\n<em>A m\u00e3e que vem comigo &#8230;me ensinou essa li\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>para sempre&#8230;para sempre&#8230;para sempre amar o irm\u00e3o\u201d\u00a0 .<\/em><\/p>\n<p>Foi nesse instante que meus olhos se abriram e comecei a ter uma percep\u00e7\u00e3o diferente daquela forma\u00e7\u00e3o. Embalado pelos c\u00e2nticos e pelos passos da dan\u00e7a ind\u00edgena, que o grupo fazia, fui sendo absorvido e, fui percebendo que as caracter\u00edsticas individuais foram se anexando umas \u00e0s outras formando uma grande bola de luz. Era imposs\u00edvel identificar as pessoas, apenas luz.<\/p>\n<p>Voltei a fechar e abrir os olhos para ver se o cen\u00e1rio se transformava, mas tudo ia ficando cada vez mais volumoso e luminoso \u00e0 medida que o hin\u00e1rio ia se desenvolvendo. Percebi tamb\u00e9m que, no lado de fora da tapera, a tempestade aumentara e os trov\u00f5es zuniam forte em meus ouvidos.\u00a0 Fui tomado por uma vontade insana de sair da forma\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o conseguia comandar meus movimentos, apenas cantava e dan\u00e7ava. Desviei meu olhar da forma\u00e7\u00e3o e vi meu amigo sentado numa cadeira bem pr\u00f3xima\u00a0 a uma das janelas e comecei a me esfor\u00e7ar para chamar a aten\u00e7\u00e3o dele. N\u00e3o sei precisar quanto tempo se passou, at\u00e9 que ele se levantou e veio em minha dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com um leve toque em meus ombros me chamou a aten\u00e7\u00e3o e dirigiu sua boca na dire\u00e7\u00e3o do meu ouvido e me pediu para que eu me concentrasse na for\u00e7a. Olhei para ele e pedi para que me tirasse dali, pois estava me sentindo muito estranho e\u00a0 sem nenhum controle de meus pensamentos. Ele me falou que era imposs\u00edvel, pois eu era uma parte insubstitu\u00edvel daquela energia e se eu sa\u00edsse poderia atrapalhar o trabalho que estava sendo feito. Insisti e falei que iria sair de qualquer forma. Ele tocou novamente meus ombros e me pediu para esperar, pois iria consultar algu\u00e9m da casa para saber se isso era poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Alguns minutos depois, senti uma m\u00e3o tocando a minha e me puxando para fora daquela forma\u00e7\u00e3o. Nem olhei para ver quem era, apenas fui na dire\u00e7\u00e3o da porta que dava para os fundos da tapera.<\/p>\n<p>Quando senti que meus p\u00e9s tocaram a grama me soltei da m\u00e3o de meu condutor\u00a0 e fui andando debaixo da chuva em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 mata que cercava toda a tapera. Num dado momento fui impedido de prosseguir por causa de uma cerca de arame farpado, que dividia a \u00e1rea da tapera, com o restante do s\u00edtio. Toquei aquele arame molhado e desviei meu olhar para o c\u00e9u. Toda a tempestade sumiu e contemplei o c\u00e9u mais limpo de toda minha vida. As estrelas, de um brilho intenso, se espalhavam por toda a extens\u00e3o do meu campo de vis\u00e3o, que devia estar multiplicada em infinitas vezes.<\/p>\n<p>As estrelas formavam v\u00e1rias constela\u00e7\u00f5es e todas se comunicavam num grande teorema. Tudo estava matematicamente explicado naquele grande quadro azul petr\u00f3leo diante de meus olhos. A percep\u00e7\u00e3o era tanta, que meus olhos atravessaram as estrelas e alcan\u00e7aram v\u00e1rias formas diferentes do c\u00e9u. Muitos universos diante dos meus olhos e em cada um deles um buraco negro era a porta de entrada. Aquela vis\u00e3o me assustou e, abruptamente foi desfocando a vis\u00e3o e trazendo o foco para mais perto \u2013 as estrelas, os tr\u00f3picos, as constela\u00e7\u00f5es e fui aos poucos voltando, at\u00e9 que meus olhos se tornaram paralelos e pude enxergar a mata que estava em minha frente. Identifiquei cada folha, ramo e percebi que eles estavam ali para curar as doen\u00e7as do mundo. Cheguei a perceber o principio ativo de cada uma daquelas plantas e quais as doen\u00e7as que elas poderiam curar. Essa vis\u00e3o foi demais para mim e explodi em choro compulsivo. Soltava urros que chegaram a doer meus maxilares.<\/p>\n<p>Percebendo o que estava acontecendo, meu condutor me tocou as m\u00e3os e disse que j\u00e1 era hora de voltar, pois j\u00e1 havia passado muito tempo e eu precisava da prote\u00e7\u00e3o da grande luz do universo.<\/p>\n<p>Assim, fui sendo reconduzido de volta \u00e0 tapera. Mas, antes de chegar a entrada principal, avistei uma imensa \u00e1rvore. O seu tronco era t\u00e3o grosso que precisavam da bra\u00e7ada de pelo menos tr\u00eas homens para poder envolv\u00ea-lo. Nesse tronco havia um n\u00f3 imenso, completamente corro\u00eddo pela a\u00e7\u00e3o do tempo, mostrando que aquela \u00e1rvore deveria ter pelo menos uns 100 anos. Escapei do enlace do meu condutor e me sentei naquela oca, me colocando em seguida em posi\u00e7\u00e3o fetal. O cheiro forte de madeira molhada tomou meu corpo de tal forma que me senti parte daquela \u00e1rvore. O meu condutor se aproximou, segurou minhas m\u00e3os e ali ficou me velando por alguns instantes, que eu nunca soube precisar quanto.<\/p>\n<p>O tempo que eu passei dentro daquele tronco foi uma esp\u00e9cie de v\u00e1cuo em toda essa experiencia. Me lembro de ter entrado, me acomodado e sa\u00eddo, mas, por mais que me esforce n\u00e3o consigo lembrar de absolutamente nada. Segundo meu amigo a \u00e1rvore, numa simbologia, seria o \u00fatero da natureza me preparando e zelando para o meu renascimento dentro do que eles chamam de a For\u00e7a.<\/p>\n<p>Voltei para a tapera e fui levado pelo meu condutor, que era uma esp\u00e9cie de fiscal, para tomar mais uma dose do ch\u00e1, que \u00e9 uma mistura do ayahuasca\u00a0 com a chacrona. Tomei, voltei para a forma\u00e7\u00e3o e segui durante toda a noite cantando e dan\u00e7ando e parecia que, eu tinha feito aquilo a vida toda, pois sabia todos os hinos e dan\u00e7ava com a desenvoltura de um \u00edndio em suas cerim\u00f4nias.<\/p>\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio da manha, por volta das sete horas, o hin\u00e1rio chegava ao fim depois de doze horas.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o se dispersou e as pessoas estavam demonstrando uma felicidade que parecia um sonho. Todos sorriam e se abra\u00e7avam. Nesse momento em que me congratulava com meus amigos, senti algu\u00e9m me tocar nos ombros e quando eu virei para ver quem era, me deparei com os mais limpos e lindos olhos azuis que j\u00e1 havia visto na vida. Era um senhor\u00a0 bem mi\u00fado, de cabelos e barba muito brancas, que me abra\u00e7ou e come\u00e7ou a chorar. E foi com os olhos cheios de \u00e1gua, que ele disse para mim e meus amigos, que aquela noite tinha sido m\u00e1gica e que eu proporcionei a ele uma alegria nunca vivida em todos os anos dele dentro do Santo Daime.<\/p>\n<p>Eu o abracei e choramos juntos.<\/p>\n<p>Na despedida, o senhor, que se chamava Ant\u00f4nio cantou para mim a can\u00e7\u00e3o que tocava, enquanto eu olhava o universo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>As estrelas j\u00e1 chegaram<\/em><br \/>\n<em>Para dizer o nome seu<\/em><br \/>\n<em>Sou eu, sou eu, sou eu<\/em><br \/>\n<em>Sou eu um filho de deus<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>As estrelas me levaram<\/em><br \/>\n<em>Para correr o mundo inteiro<\/em><br \/>\n<em>Pra conhecer esta verdade<\/em><br \/>\n<em>Para poder ser verdadeiro<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Eu subi serra de espinho(s)<\/em><br \/>\n<em>Pisando em pontas agudas<\/em><br \/>\n<em>As estrelas me disseram<\/em><br \/>\n<em>No mundo se cura tudo<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>As estrelas me disseram<\/em><br \/>\n<em>Ouve muito e fala pouco<\/em><br \/>\n<em>Para poder compreender<\/em><br \/>\n<em>E conversar com meus caboclos<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>Os caboclos j\u00e1 chegaram<\/em><br \/>\n<em>De bra\u00e7os nus e p\u00e9s no ch\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Eles trazem rem\u00e9dios bons<\/em><br \/>\n<em>Para curar os crist\u00e3os.<\/em><\/p>\n<p>Depois dessa experi\u00eancia, nunca mais tomei o ch\u00e1.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>* Acesse <a href=\"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/tag\/so-o-que-for-possivel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nesse link<\/a> os cap\u00edtulos j\u00e1 publicados.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO &nbsp; &nbsp; A narrativa do cotidiano de um personagem em tempos de pandemia A hist\u00f3ria, dividida em cap\u00edtulos, n\u00e3o segue uma linearidade de tempo que se constr\u00f3i seguindo a l\u00f3gica de um rel\u00f3gio, mas se insere acerca de um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1816,"featured_media":1152659,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112],"tags":[75238,37253,79021],"class_list":["post-1152658","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","tag-caderno-de-cultura","tag-livro","tag-so-o-que-for-possivel"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>S\u00f3 o que for poss\u00edvel. 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