{"id":1152422,"date":"2020-07-05T03:51:37","date_gmt":"2020-07-05T02:51:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1152422"},"modified":"2020-07-05T03:21:51","modified_gmt":"2020-07-05T02:21:51","slug":"notas-sobre-uma-viagem-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/07\/notas-sobre-uma-viagem-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Notas sobre uma viagem ao Brasil"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CULTURAS<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente fiquei dois meses na Amaz\u00f4nia brasileira, mais exatamente no Estado de Roraima onde vivi por 18 anos sempre trabalhando com e para os ind\u00edgenas. Viajei sem alimentar qualquer tipo de expectativa: s\u00f3 queria experimentar se, tendo quase 72 anos e depois de 9 anos da anterior, era em condi\u00e7\u00e3o de levar a cabo uma laboriosa viagem internacional. Aquilo que aconteceu foi bem al\u00e9m de qualquer poss\u00edvel expectativa.<\/p>\n<p>Quando espalhou-se a not\u00edcia que estava na cidade, os meios de comunica\u00e7\u00e3o me envolveram em entrevistas para jornais, r\u00e1dio, emissoras locais. O Instituto de Antropologia da Universidade Federal de Roraima organizou a apresenta\u00e7\u00e3o de <em>Yanomami para brasileiro ver<\/em>. Escrito em portugu\u00eas e generosamente imprimido na It\u00e1lia em 1994 pela Comunidade de Capodarco de Fermo, \u00e9 um livro etno-fotogr\u00e1fico que introduz \u00e0 vida e cultura dos \u00edndios yanomami, e \u00e9 dirigido aos estudantes. Aproveitando das viagens minhas e de minha m\u00e3e, no decorrer dos anos os livros foram levados ao Brasil. Dos 500 imprimidos, tinham ficado 60 exemplares que transferi durante a recente viagem. Os amigos tinham me ajudado a divulga-lo, por\u00e9m o Instituto de Antropologia quis organizar, vamos dizer, a apresenta\u00e7\u00e3o oficial; s\u00f3 que, quando chegou o dia estabelecido, s\u00f3 tinham ficado 12 exemplares. Em seguida, a editora da universidade manifestou a vontade de curar a reedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 apresenta\u00e7\u00e3o do livro seguiu uma mesa redonda intitulada \u201cPovo yanomami: desafios e perspectivas\u201d. Do meu lado quis a presen\u00e7a do doutor Marcos Pellegrini, m\u00e9dico que operou longamente entre os yanomami. Eu reconstru\u00ed a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o deste povo \u00e0 \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o da estrada Perimetral Norte (1974), quista pelos militares, quando v\u00e1rias comunidades foram dizimadas a causa das doen\u00e7as introduzidas pelos oper\u00e1rios da estrada. O doutor Marcos reconstruiu a n\u00e3o menos dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o enfrentada por esta etnia durante a maci\u00e7a invas\u00e3o de seu territ\u00f3rio por parte dos garimpeiros vindos de todo o Brasil (1987); invas\u00e3o fomentada pelas oligarquias e pol\u00edticos locais. O apelo final da mesa redonda foi que os ind\u00edgenas n\u00e3o podem se salvar sozinhos, a sociedade civil deve envolv\u00ea-los em um grande abra\u00e7o, eles precisam do apoio de aliados, amigos, simpatizantes; precisamos juntar esfor\u00e7os e lutar unidos.<\/p>\n<p>O Insikiran \u00e9 o curso universit\u00e1rio oferecido a estudantes ind\u00edgenas.\u00a0 Ter sido convidada para proferir aula magna na abertura do semestre, obviamente tem me emocionado e lisonjeado muito. Antes de aceitar, por\u00e9m, pus uma condi\u00e7\u00e3o: do meu lado deveria estar o professor de etnia macuxi In\u00e1cio Brito. Devido \u00e0s grandes dist\u00e2ncias, n\u00e3o foi f\u00e1cil localiz\u00e1-lo, mas conseguimos. Al\u00e9m de ser um amigo muito querido, In\u00e1cio levou uma ferida de arma de fogo na \u00e9poca da invas\u00e3o do territ\u00f3rio makuxi por parte dos garimpeiros.\u00a0 Com a sua presen\u00e7a quis reafirmar aquilo que sempre sustentei e fiz durante os anos brasileiros: os ind\u00edgenas precisam ter a palavra, vamos parar de falar por eles, vamos abrir espa\u00e7os e oportunidades pelos quais sejam eles mesmos a se expressar, em primeira pessoa, sem intermedi\u00e1rios. Quis tamb\u00e9m lembrar aos jovens que escutavam que \u00e9 gra\u00e7as \u00e0s lutas de seus velhos, muitos dos quais mortos assassinados, que hoje em dia podem frequentar a universidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CULTURAS &nbsp; &nbsp; Recentemente fiquei dois meses na Amaz\u00f4nia brasileira, mais exatamente no Estado de Roraima onde vivi por 18 anos sempre trabalhando com e para os ind\u00edgenas. 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Ha curato l\u2019edizione di A conquista da escrita \u2013 Encontros de educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena (La conquista della scrittura \u2013 Incontri di educazione indigena), che documenta le prime esperienze scolastiche di quindici popoli indigeni. Ha fatto parte del Gruppo di Lavoro istituito dal Ministero dell\u2019Educazione per definire la politica nazionale per l\u2019Educazione Scolastica Indigena. Sua \u00e8 la redazione finale della proposta di creazione di una scuola specifica, differenziata e pubblica per la formazione dei maestri indigeni dello Stato di Roraima; approvata all\u2019unanimit\u00e0 nel novembre del 1993, \u00e8 divenuta la prima scuola del genere in Brasile. Nell\u2019adempimento dei ruoli ricoperti in organi pubblici o privati, ha sempre sostenuto le lotte per l\u2019autodeterminazione travate dal movimento indigeno organizzato brasiliano che, tra l\u2019altro, ha trasformato la \u201cscuola per gli indios\u201d in \u201cscuola indigena\u201d, pensata e amministrata da loro stessi e la cui finalit\u00e0 \u00e8 anche quella di affermare identit\u00e0 etniche e rivendicare diritti. Attraverso la rielaborazione esplicita e voluta dell\u2019esperienza fatta, sta dando continuit\u00e0 all\u2019esperienza stessa; tra le sue pi\u00f9 recenti pubblicazioni in lingua italiana troviamo Amazzonia portatile, Quando le amazzoni diventano nonne, Amazzone in tempo reale.","url":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/author\/loretta-emiri\/"}]}},"place":"It\u00e1lia","original_article_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1152422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1320"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1152422"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1152422\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1152424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1152422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1152422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1152422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}