{"id":1134852,"date":"2020-06-14T03:54:33","date_gmt":"2020-06-14T02:54:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1134852"},"modified":"2020-06-14T15:28:53","modified_gmt":"2020-06-14T14:28:53","slug":"o-mundo-acaba-todo-dia-para-muitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/06\/o-mundo-acaba-todo-dia-para-muitos\/","title":{"rendered":"O mundo acaba todo dia. Para muitos"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CR\u00d4NICA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 vi e vivi v\u00e1rios finais de hist\u00f3rias, de ciclos, romances. Revolu\u00e7\u00f5es mudam quem vai sentar-se \u00e0 mesa das decis\u00f5es, novos amores mudam a geografia de nossos corpos. Em nossas vidas a cada dia inicia um novo mundo de c\u00e9lulas e outras somem, escorregam pela pele e desaparecem no ar.<\/p>\n<p>Naquele 11 de setembro \u2013 assim como agora \u2013 meu mundo acabou e recome\u00e7ou e por destino, no mesmo lugar.<\/p>\n<p>Era um dia lindo e frio de domingo, quando deixei o Rio para Nova York em um voo diurno. Estava indo para ficar, decepcionado como tantas outras vezes, com a pol\u00edtica e os amores. H\u00e1 momentos de arranjos planet\u00e1rios, quadraturas barra pesadas, que te levam para bem longe. O mais longe que poderia e queria ir era para um pequeno escrit\u00f3rio de amigos em Manhattan, de onde iria participar de um projeto editorial. Na verdade estava me auto exilando, mas ningu\u00e9m tinha que saber disso.<\/p>\n<p>Nas primeiras semanas fiquei hospedado em um min\u00fasculo apartamento nas proximidades do World Trade Center, as torres g\u00eameas, que faziam sombra em tantos pr\u00e9dios e sonhos.\u00a0 Era l\u00e1 numa pra\u00e7a entre os dois pr\u00e9dios, olhando para a escultura de um globo de bronze, que geralmente me sentava nas manh\u00e3s, antes de partir para a East 42, onde trabalhava.\u00a0 Era quase um ritual sentar-se ali e observar as pessoas entrarem e sa\u00edrem daqueles portais gigantescos de a\u00e7o e vidro, orgulhosas com seus crach\u00e1s.\u00a0 Um dia liguei para minha m\u00e3e e disse &#8220;Dona Arlete, n\u00e3o vai demorar muito para eu trabalhar nessas torres&#8221;\u00a0 \u2013 essa foi uma frase que jamais deveria ter dito. Quando os avi\u00f5es acertaram aquela parede de concreto na manh\u00e3 de 11 de setembro minha m\u00e3e desesperada achou que eu j\u00e1 tinha realizado meu sonho e que eu tamb\u00e9m desapareceria naquele fim de mundo.<\/p>\n<p>Eu ainda estava dormindo quando ela ligou desesperada para meu amigo Silvio, na \u00e9poca jornalista do Estad\u00e3o. Sem internet e com pouco acesso a e-mails, sem celular, era ele minha conex\u00e3o com ela e outros amigos. Ele tinha o luxo de usar e-mails \u2013 sim, podem rir, mas o mundo em 2001 era tamb\u00e9m outro. Era o mundo antes desse que viv\u00edamos at\u00e9 fevereiro.<\/p>\n<p>Ainda sonolento Silvio tentou acalmar Dona Arlete, que gritava &#8220;Est\u00e3o destruindo as torres, o Marco est\u00e1 l\u00e1 dentro&#8221;\u00a0 \u2013 Calma, dizia ele apostando que ela confundiu o Bom dia Brasil com um filme de destrui\u00e7\u00e3o \u2013 &#8220;isso \u00e9 s\u00f3 um filme do Godzilla&#8221;.\u00a0 N\u00e3o era.\u00a0 Eu n\u00e3o morri no atentado, mas o boato correu de tal forma que anos depois quando voltei de f\u00e9rias no Rio ainda encontrava gente espantada com o fato de eu estar vivo &#8220;Mas voc\u00ea n\u00e3o estava l\u00e1 na\u2026.?&#8221;<\/p>\n<p>Mais ou menos \u2013 me explico.<\/p>\n<p>Estava pr\u00f3ximo, vi boa parte da trag\u00e9dia, passei dias respirando aquele ar com cheiro de cimento, mas naquela manh\u00e3 da trag\u00e9dia eu e minha chefe Sabrina, uma carioca super integrada a cidade, resolvemos fugir daquela regi\u00e3o e\u00a0 fazer um churrasco em sua casa, uma aconchegante townhouse na West 87, pr\u00f3ximo ao Central Park. Passei anos tentando esconder essa fuga, mas na verdade t\u00ednhamos quase certeza de que era s\u00f3 o come\u00e7o de uma guerra, que est\u00e1vamos sentados no alvo e que aquele ataque seria o come\u00e7o de um conflito sem fim.<\/p>\n<p>Subimos pela Sexta Avenida com a imagem de uma das torres em chamas. Quando chegamos no in\u00edcio do parque, tudo j\u00e1 era uma nuvem marrom l\u00e1 atr\u00e1s. Sonhos e vidas desapareceram naquelas nuvens de cimento. N\u00f3s corremos na dire\u00e7\u00e3o oposta, com um carrinho de supermercado, cheio de material de escrit\u00f3rio que conseguimos salvar.<\/p>\n<p>Sozinhos e sem parentes, com a geladeira lotada de carne, apenas com a TV mostrando que outros lugares tamb\u00e9m haviam sofrido ataques, decidimos fazer um churrasco, assistir a CNN noticiar um contra ataque e a\u00ed estar\u00edamos, de novo, sentados no alvo.\u00a0 Sem ter como sair de Manhattan, sem telefones, sem sa\u00edda. Est\u00e1vamos certos que ali nossa hist\u00f3ria tamb\u00e9m terminaria e ser\u00edamos em algum momento envoltos naquela mesma nuvem.\u00a0\u00a0 Era um &#8220;fim do\u00a0 mundo&#8221;, de solid\u00e3o e ruas desertas que iria ver, na mesma cidade, quase duas d\u00e9cadas depois.<\/p>\n<p>Chuchu nos acompanhava dentro do carrinho de supermercado, totalmente desconectado com nosso desespero.\u00a0 Era um pincher muito nervoso que corria entre nossos p\u00e9s naquele bunker a espera do churrasco.. Como se fosse na proa de um Titanic a deriva, no carrinho, sentia deliciosamente o vento.\u00a0 Ao redor de n\u00f3s uma multid\u00e3o tamb\u00e9m fugia da regi\u00e3o, sem saber se outros pr\u00e9dios tamb\u00e9m seriam atacados e destru\u00eddos.<\/p>\n<p>Como ser\u00e1 que termina o mundo? me perguntava.\u00a0 Seria uma explos\u00e3o nuclear?\u00a0 Se tudo ficar escuro? Ser\u00e1 como nos filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, com certeza.<\/p>\n<p>Sem a menor pr\u00e1tica de churrasco sem carv\u00e3o \u2013 usa-se muito umas pedras encharcadas de querosene \u2013 esqueci de colocar um papel alum\u00ednio para separar a carne do calor\u00a0 e tamb\u00e9m proteger a carne. Nem chuchu conseguiu comer aquelas picanhas contaminadas e com gosto ruim.\u00a0 O fim da tarde chegou, todo estoque de cerveja e carne foi consumido, distribu\u00eddo aos vizinhos, que chegavam curiosos \u2013 afinal que gente louca \u00e9 essa?<\/p>\n<p>Eu, Sabrina e Chuchu sa\u00edmos pelas ruas, de m\u00e1scaras contra g\u00e1s \u2013 sim, ela tinha isso em casa e n\u00e3o me perguntem porque \u2013 a procura de informa\u00e7\u00f5es. &#8220;Afinal, o mundo vai acabar ou n\u00e3o?&#8221; me perguntou. O que ser\u00e1 o amanh\u00e3?\u00a0 Depois dos atentados, na verdade, tivemos uma sequ\u00eancia de ataques biol\u00f3gicos enviados por cartas \u2013 um p\u00f3 chamado anthrax \u2013 \u00a0 e o medo da guerra se prolongou por meses.<\/p>\n<p>Dona Arlete, desesperada\u00a0 por not\u00edcias, soube no fim do dia que eu n\u00e3o estava trabalhando no Word Trade Center.\u00a0 Al\u00edvio. Os dias seguintes e os meses foram parecidos com o que vivo agora, sem a menor ideia do que vai acontecer com meu emprego e minha vida. \u00a0Vinte anos depois, sem chuchu e sem chefe por perto, me lembrei daquele 11 de setembro. Dias de pesadelos, ruas desertas, toque de recolher. O fim do mundo se parece sempre tem o mesmo cen\u00e1rio de filme B. \u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o muito estranha estar no epicentro de alguma guerra ou trag\u00e9dia.\u00a0 Eu tive a chance de experimentar isso duas vezes. Que privil\u00e9gio, que destino.<\/p>\n<p>Abro as cortinas e vejo que j\u00e1 nasceu o sol, de novo ver\u00e3o por aqui.\u00a0 A silhueta de pr\u00e9dios e a cor do c\u00e9u me lembraram aqueles dias de setembro. N\u00e3o h\u00e1 mais a fuma\u00e7a. O ar parece mais limpo. Quase todos personagens dessa hist\u00f3ria j\u00e1 se foram ou se perderam pela vida nessas duas d\u00e9cadas. Eu resisti e voltei para o mesmo cen\u00e1rio. Sou um teimoso por ver a hist\u00f3ria acabar e renascer, algumas vezes. De cora\u00e7\u00e3o apertado, acredito\u00a0 que o dia nasceu lindo outra vez e que entrarei em um admir\u00e1vel mundo novo.<\/p>\n<p><em>Primeiro dia de volta ao novo &#8220;normal&#8221;, no ex-epicentro da pandemia do Covid-19<\/em><br \/>\n<em>Nova York, junho de 2020<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CR\u00d4NICA &nbsp; &nbsp; Eu j\u00e1 vi e vivi v\u00e1rios finais de hist\u00f3rias, de ciclos, romances. 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