{"id":1121727,"date":"2020-05-31T03:59:50","date_gmt":"2020-05-31T02:59:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1121727"},"modified":"2020-05-31T03:45:04","modified_gmt":"2020-05-31T02:45:04","slug":"quilombaque-firmeza-permanente-nao-violencia-arte-emancipacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/05\/quilombaque-firmeza-permanente-nao-violencia-arte-emancipacao\/","title":{"rendered":"Quilombaque: firmeza permanente, n\u00e3o-viol\u00eancia, arte&#8230; emancipa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5><strong><span style=\"color: #999999;\">CULTURAS<\/span><br \/>\n<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Em maio celebra-se o anivers\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil \u2013 diga-se de passagem, aboli\u00e7\u00e3o por decreto e que deixou milhares de libertos \u00e0 pr\u00f3pria sorte \u2013. Que melhor tributo \u00e0 enorme contribui\u00e7\u00e3o que a comunidade afrodescendente deu ao Brasil, sen\u00e3o dar voz e entrevistar o coordenador da comunidade Cultural Quilombaque, Cleiton Ferreira, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Quilombaque representa \u2013 como pudemos experimentar- um s\u00edmbolo de resist\u00eancia pol\u00edtica e cultural n\u00e3o violenta, de firmeza permanente, de busca e abertura de futuro e emancipa\u00e7\u00e3o do povo do qual forma parte, atrav\u00e9s da arte e reinvidaca\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria cultura.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><strong>Para n\u00f3s , povo pobre, negro e perif\u00e9rico, voltar \u00e0 tal \u201cnormalidade\u201d \u00e9 voltar ao que n\u00f3s consideramos um genoc\u00eddio<\/strong><\/em> \u2013 afirma Cleiton Ferreira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u2013 Voc\u00eas s\u00e3o uma refer\u00eancia em S\u00e3o Paulo. Como, quando, por que e para que nasceu a Comunidade Cultural Quilombaque?<\/strong><\/p>\n<p>A Comunidade Cultural Quilombaque, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que surgiu em 2005, a partir da iniciativa de um grupo de jovens, moradores de Perus, bairro perif\u00e9rico situado na zona norte de S\u00e3o Paulo e que concentra os piores \u00edndices socioecon\u00f4micos e culturais, onde as maiores v\u00edtimas s\u00e3o os jovens. O envolvimento com a arte \u2013 forte caracter\u00edstica presente no grupo \u2013 se revelou uma alternativa de enfrentamento a situa\u00e7\u00e3o, proposta na qual rapidamente centenas de outros jovens aderiram agregando m\u00faltiplas formas de express\u00f5es art\u00edsticas e manifesta\u00e7\u00f5es culturais caracterizando e legitimando a miss\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, fomentando uma rede cultural e uma luta em prol Centro cultural do trabalhador, a F\u00e1brica de Cimento, Universidade Livre e Colaborativa e na elabora\u00e7\u00e3o do TICP \u2013 Territ\u00f3rio de Interesse a Cultura e Paisagem.<\/p>\n<p>O ideal da Quilombaque pode ser resumido da seguinte forma: \u201cPromover a produ\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o, proporcionando aos moradores, principalmente os jovens, a experimenta\u00e7\u00e3o, frui\u00e7\u00e3o e express\u00e3o das diversas e diferentes formas de manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstico-culturais e empoderar o desenvolvimento social, educacional, ambiental e econ\u00f4mico local sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_1115775\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1115775\" class=\"size-large wp-image-1115775\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jongo-do-Coreto_14-anos-Quilombaque_Foto-Tally-Campos-0974-1-720x480.jpg\" alt=\"Jongo do Coreto_14 anos Quilombaque_Foto Tally Campos-\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jongo-do-Coreto_14-anos-Quilombaque_Foto-Tally-Campos-0974-1-720x480.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jongo-do-Coreto_14-anos-Quilombaque_Foto-Tally-Campos-0974-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jongo-do-Coreto_14-anos-Quilombaque_Foto-Tally-Campos-0974-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jongo-do-Coreto_14-anos-Quilombaque_Foto-Tally-Campos-0974-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jongo-do-Coreto_14-anos-Quilombaque_Foto-Tally-Campos-0974-1.jpg 1620w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1115775\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jongo do Coreto. 14 anos Quilombaque FOTO Tally Campos<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>\u2013 Como voc\u00eas trabalham com o bairro onde a comunidade est\u00e1 localizada? Que papel voc\u00eas desempenham?<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 A Quilombaque trabalha promovendo a produ\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o da arte e cultura, proporcionando aos moradores da regi\u00e3o oportunidades culturais e de lazer, para que eles pr\u00f3prios consigam descobrir perspectivas empreendedoras e emancipat\u00f3rias no lugar onde vivem.<\/p>\n<p>Visando a luta e as a\u00e7\u00f5es de cada coletivo, grupo, servi\u00e7os e institui\u00e7\u00f5es, a Comunidade Quilombaque, em parceria com os movimentos do bairro, tem como parte estrat\u00e9gica de seus objetivos a constitui\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio de Interesse da Cultura e Paisagem , um instrumento de planejamento, gest\u00e3o e desenvolvimento de territ\u00f3rios mediados pela arte, cultura, educa\u00e7\u00e3o e meio ambiente, ou seja, \u00e1reas que concentram grande n\u00famero de espa\u00e7os, atividades e\/ou institui\u00e7\u00f5es culturais, bem como elementos urbanos materiais, imateriais e de paisagem significativos para a mem\u00f3ria e a identidade da cidade, formando polos singulares de atratividade social, cultural e tur\u00edstica de interesse para a cidadania cultural.<\/p>\n<div id=\"attachment_1116065\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1116065\" class=\"wp-image-1116065 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-memo\u0301ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Karen-Siqueira_bajo-720x475.jpg\" alt=\"trilha da memo\u0301ria Fabrica de Cimento foto Karen Siqueira\" width=\"720\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-memo\u0301ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Karen-Siqueira_bajo-720x475.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-memo\u0301ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Karen-Siqueira_bajo-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-memo\u0301ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Karen-Siqueira_bajo-768x507.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-memo\u0301ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Karen-Siqueira_bajo.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1116065\" class=\"wp-caption-text\"><em>Trilha da memo\u0301ria Fabrica de Cimento FOTO Karen Siqueira<\/em><\/p><\/div>\n<p>Uma rede cultural de articula\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito municipal e a desapropria\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica de Cimento Perus e sua destina\u00e7\u00e3o para uso p\u00fablico, preservando a mem\u00f3ria e o patrim\u00f4nio com a finalidade de desenvolver conhecimentos atrav\u00e9s da Universidade Livre Colaborativa, aliados a arte e cultura, bem como gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda impactando e reorientando a economia local e regional, afirmando e fomentando uma outra matriz de desenvolvimento, inclusivo e em desenvolvimento sustent\u00e1vel local.<\/p>\n<p>Considerando o grande patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-cultural, no territ\u00f3rio de Perus e regi\u00e3o, houve ainda a necessidade de criar um mecanismo em que fosse poss\u00edvel dar forma, articular e organizar de maneira din\u00e2mica e sustent\u00e1vel as lutas locais, para que essa mem\u00f3ria fosse acess\u00edvel \u00e0 comunidade e a popula\u00e7\u00e3o em geral, preservando, desenvolvendo e contrapondo os danos proporcionados pelas especula\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias e urbanas.<\/p>\n<p>Com isso desdobrou-se o conceito do TICP criando um museu territorial utilizando dos conceitos de M\u00e1rio Chagas, muse\u00f3logo, especialista em museus sociais e comunit\u00e1rios, nomeado de Museu Territorial de Interesse da Cultura e da Paisagem Tekoa Jopo\u2019\u00ed, nome no idioma guarani que significa Tekoa &#8211; territ\u00f3rio e Jopo\u2019\u00ed l\u00f3gica econ\u00f4mica dos povos guaranis: \u201cQuanto mais voc\u00ea doa mais prest\u00edgio voc\u00ea tem\u201d.<\/p>\n<p>O museu prop\u00f5e di\u00e1logos, conecta movimentos sociais, resgata a mem\u00f3ria da regi\u00e3o, e divulga as lutas que acontecem no territ\u00f3rio atrav\u00e9s de mecanismos vivos de a\u00e7\u00f5es coletivas e incentiva a sustentabilidade local. Foram mapeados lugares de interesse da hist\u00f3ria, do afeto, do ambiente, das lutas sociais abarcados no territ\u00f3rio Perus e regi\u00e3o. Criou-se ent\u00e3o os caminhos e narrativas em forma de trilhas que possibilitam diferentes percursos e olhares educativos e culturais por meio de seus atrativos e din\u00e2micas.<\/p>\n<div id=\"attachment_1115755\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1115755\" class=\"wp-image-1115755 size-large\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-mem\u00f3ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Arquivo-Quilombaque-720x480.jpg\" alt=\"Trilha da mem\u00f3ria Fabrica de Cimento. ARCHIVO Quilombaque\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-mem\u00f3ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Arquivo-Quilombaque-720x480.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-mem\u00f3ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Arquivo-Quilombaque-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-mem\u00f3ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Arquivo-Quilombaque-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-mem\u00f3ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Arquivo-Quilombaque-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/trilha-da-mem\u00f3ria-Fabrica-de-Cimento-foto-Arquivo-Quilombaque.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1115755\" class=\"wp-caption-text\"><em>Trilha da mem\u00f3ria Fabrica de Cimento. ARCHIVO Quilombaque<\/em><\/p><\/div>\n<p>Consolidando as demandas tur\u00edsticas gerada pelo Museu Territorial Tekoa Jopo\u2019\u00ed a Comunidade Cultural Quilombaque criou a Ag\u00eancia Queixada &#8211; Desenvolvimento Eco Cultural Tur\u00edstico nome dado em homenagem ao movimento Queixada liderado pelos trabalhadores da f\u00e1brica de cimento que realizaram a maior greve do Brasil (1962-1969) amparados pela filosofia da n\u00e3o viol\u00eancia.<\/p>\n<p>O objetivo da Ag\u00eancia Queixada \u00e9 organizar e realiza a difus\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural atrav\u00e9s das Trilhas de Aprendizagem, hospedagem comunit\u00e1ria, forma\u00e7\u00e3o de guias locais e desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es que integram a comunidade a fim de garantir a sustentabilidade do territ\u00f3rio, e que os moradores do Territ\u00f3rio consigam se organizar de tal forma que os trabalhos desenvolvidos se tornem auto-sustent\u00e1veis, criando possibilidades de morar e trabalhar no pr\u00f3prio bairro.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as potencias e possibilidades que articuladas e integradas de modo sist\u00eamico acreditamos prover as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para superar os graves indicadores que haviam e persistem, apesar de ligeira eleva\u00e7\u00e3o nas faixas que comp\u00f5em a pobreza, no aprofundamento das desigualdades na faixa mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>\u2013 Qual \u00e9 historicamente o papel dos quilombos? (Breve hist\u00f3rico)<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil Colonial, os quilombos eram locais de ref\u00fagio dos escravos fugitivos. A origem em comum dos remanescentes de quilombos \u00e9 a ancestralidade africana de negros escravizados que fugiram da crueldade da escravid\u00e3o e refugiaram-se nas matas. Com o passar do tempo, v\u00e1rios desses fugitivos aglomeravam-se em determinados locais, formando essas comunidades. Mais adiante, brancos, \u00edndios e mesti\u00e7os tamb\u00e9m passaram a habitar os quilombos, somando, por\u00e9m, menor n\u00famero da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante sua trajet\u00f3ria, <strong>o quilombo serve de s\u00edmbolo que abrange conota\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia \u00e9tnica e pol\u00edtica.<\/strong> A capacidade de organiza\u00e7\u00e3o do grupo, talvez seja uma das principais caracter\u00edsticas, que particularizam tanto o quilombo colonial quanto o quilombo contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia do conhecimento sobre a Hist\u00f3ria do Negro no Brasil e do continente Africano deve ser entendida como parte essencial na constru\u00e7\u00e3o da identidade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, em especial dos afrodescendentes, atrav\u00e9s do qual, retoma a hist\u00f3ria de uma d\u00edvida irrepar\u00e1vel, daqueles que contribu\u00edram, em uma imensa escala, da produ\u00e7\u00e3o do enriquecimento nacional e no multiculturalismo que caracteriza e personaliza os brasileiros.<\/p>\n<div id=\"attachment_1115825\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1115825\" class=\"size-large wp-image-1115825\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/3-semana-de-direitos-humanos-foto-Munique-Guimar\u00e3es-720x480.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/3-semana-de-direitos-humanos-foto-Munique-Guimar\u00e3es-720x480.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/3-semana-de-direitos-humanos-foto-Munique-Guimar\u00e3es-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/3-semana-de-direitos-humanos-foto-Munique-Guimar\u00e3es-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/3-semana-de-direitos-humanos-foto-Munique-Guimar\u00e3es.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1115825\" class=\"wp-caption-text\"><em>3 semana de direitos humanos- FOTO Munique Guimar\u00e3es<\/em><\/p><\/div>\n<p>Falar da complexidade historiogr\u00e1fica do negro no Brasil \u00e9 um trabalho de empreender uma viagem de volta as ra\u00edzes culturais, nas quais, que em sua maioria, desconhece sua hist\u00f3ria e o complexo cultural Africano, essa desinforma\u00e7\u00e3o produz sentimentos de desagrega\u00e7\u00e3o dos afro-brasileiros e aumenta um processo de nega\u00e7\u00e3o na sua origem em rela\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria desapropriada do continente Africano.<\/p>\n<p>Proporcionado atrav\u00e9s da arte, a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de reflex\u00e3o cr\u00edtica se constitui como importantes instrumentos para a transforma\u00e7\u00e3o do <em>status qu\u0308o<\/em> dominante na medida em que os sujeitos envolvidos, gradativamente, v\u00e3o se reconhecendo enquanto agentes s\u00f3cio-hist\u00f3ricos respons\u00e1veis na cria\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o do mundo e das suas vidas a partir da constru\u00e7\u00e3o de uma linguagem de resist\u00eancia.<\/p>\n<div id=\"attachment_1115805\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1115805\" class=\"wp-image-1115805 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-2.jpg\" alt=\"Foto ARCHIVO Quilombaque\" width=\"720\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-2.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1115805\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto ARCHIVO Quilombaque<\/em><\/p><\/div>\n<p><strong>\u2013 Sua luta sempre foi n\u00e3o violenta&#8230;Como voc\u00ea chegou a esta escolha?<\/strong><\/p>\n<p>O resgate da mem\u00f3ria, como alimento essencial para catapultar nosso futuro, buscando e reconectando-nos com as muitas hist\u00f3rias de lutas por aqui travadas, fundamentalmente a dos Queixadas, trabalhadores em pedreiras e na primeira f\u00e1brica de cimento do Brasil &#8211; trabalho bra\u00e7al- que <strong>ousaram sonhar e implementar um projeto de sociedade regido pelos princ\u00edpios da N\u00e3o Viol\u00eancia, de Gandhi e Martin Luther King, traduzido por aqui em Firmeza Permanente.<\/strong><\/p>\n<p>A express\u00e3o <strong>\u201cFirmeza Permanente\u201d<\/strong> regem as pr\u00e1ticas de uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica direta, constante e pac\u00edfica na luta por justi\u00e7a e garantia de direitos sociais. Foi o que os fez protagonizar uma greve de 7 anos por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho na F\u00e1brica de Cimento Perus, na \u00e9poca principal produtor de cimento para o desenvolvimento urbano e perpassou pelo regime militar.<\/p>\n<p>A Comunidade teve o reconhecimento proferido pelo Sindicato dos Trabalhadores Queixadas, como os &#8220;Novos Queixadas&#8221; e tem como um dos objetivos junto ao movimento de Reapropria\u00e7\u00e3o a Desapropria\u00e7\u00e3o e Destina\u00e7\u00e3o para uso e fins p\u00fablico da antiga F\u00e1brica de Cimento.<\/p>\n<p><strong>Um bairro que \u00e9 uma f\u00e1brica, uma f\u00e1brica que \u00e9 um bairro. Por d\u00e9cadas se viveu por aqui, o que hoje \u00e9 uma busca moderna em fun\u00e7\u00e3o da busca por um planeta sustent\u00e1vel, pelos fundamentos b\u00e1sicos da qualidade de vida: no mesmo local morar, trabalhar e sonhar.<\/strong><\/p>\n<p><strong> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1115785\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-720x540.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-720x540.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/foto-arquivo-Quilombaque.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fala-se em voltar \u00e0 &#8220;normalidade&#8221;, voc\u00ea acha que isso \u00e9 positivo? <\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente falar em normalidade \u00e9 dif\u00edcil pois a democracia nunca chegou \u00e0 periferia. A periferia foi condenada a fome e a mis\u00e9ria, desemprego em alta, julgada como o lugar do descaso, do abandono e da viol\u00eancia vendida por institui\u00e7\u00f5es e as m\u00eddias perversas, produzindo at\u00e9 os dias atuais, desinforma\u00e7\u00e3o no sentimento de exclus\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o, em especial da popula\u00e7\u00e3o negra que ainda hoje \u00e9 maioria nesses territ\u00f3rios, dessa forma constitui-se uma outra cidade fora da existente no centro.<\/p>\n<p>Esses territ\u00f3rios apresentam diferenciais na capacidade de produ\u00e7\u00e3o em momentos dif\u00edceis. As lutas dos movimentos sociais que fizeram frentes para garantia de direitos coletivos deixaram uma heran\u00e7a muito forte de unifica\u00e7\u00e3o e assumida pelos jovens perif\u00e9ricos que, neste contexto, traz \u00e0 tona a subjetividade do sujeito perif\u00e9rico.<\/p>\n<p>Herdeiros de uma cidade constru\u00edda atrav\u00e9s de muitos esfor\u00e7os dos seu pais e av\u00f3s n\u00e3o garantiram os direitos a essa pr\u00f3pria cidade. Por\u00e9m, as dificuldades de sobreviverem s\u00e3o tantas que \u00e9 poss\u00edvel identificar uma nova arte produzida nas periferias, a <strong><em>Sevirologia<\/em><\/strong>. E esta arte faz tantas pessoas enfrentar e vencer essas mazelas.<\/p>\n<p>Talvez em tempos como estes, esta arte tenha chamado a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para entender o tamanho da desigualdade em que os mais pobres vivem. E quando isso passar, a tal normalidade que <strong>para n\u00f3s popula\u00e7\u00e3o pobre, pretos e perif\u00e9rica chamamos de genoc\u00eddio, volte, pois s\u00e3o poucos que se importam com a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida.<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CULTURAS &nbsp; Em maio celebra-se o anivers\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil \u2013 diga-se de passagem, aboli\u00e7\u00e3o por decreto e que deixou milhares de libertos \u00e0 pr\u00f3pria sorte \u2013. 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