{"id":1108538,"date":"2020-05-17T03:56:16","date_gmt":"2020-05-17T02:56:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1108538"},"modified":"2020-05-17T01:04:45","modified_gmt":"2020-05-17T00:04:45","slug":"roma-o-neorrealismo-diet-de-cuaron","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/05\/roma-o-neorrealismo-diet-de-cuaron\/","title":{"rendered":"Roma: o neorrealismo diet de Cuar\u00f3n"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">CINEMA<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira coisa que me vem \u00e0 cabe\u00e7a quando penso em Roma, de Alfonso Cuar\u00f3n, \u00e9: o que aconteceu com a cr\u00edtica cinematogr\u00e1fica? \u00c9 impressionante a pauperiza\u00e7\u00e3o das an\u00e1lises, que, diga-se de passagem, gastam mais da metade do espa\u00e7o da cr\u00edtica \u201ccontando\u201d o filme para o leitor. No que diz respeito \u00e0 an\u00e1lise cr\u00edtica propriamente dita, poder\u00edamos, de maneira geral, dividi-la em duas correntes: os que analisam o filme unicamente pelo seu conte\u00fado e os que se limitam aos aspectos t\u00e9cnicos. Elementos da linguagem cinematogr\u00e1fica, o di\u00e1logo estabelecido com outras obras (cinematogr\u00e1ficas ou n\u00e3o) e, principalmente, o entendimento do filme enquanto obra, s\u00e3o frequentemente ignorados.<\/p>\n<p>A insist\u00eancia em nomear \u201cobras-primas\u201d a partir de um fasc\u00ednio pelo apuro t\u00e9cnico tem sido uma constante. Acho que \u00e9 not\u00f3rio o fato de que, hoje em dia, temos uma gera\u00e7\u00e3o de cineastas que literalmente \u201csabe filmar\u201d, isto \u00e9, que domina com destreza as t\u00e9cnicas cinematogr\u00e1ficas. V\u00e1rios fatores contribuem para isso, em especial o fato de que o cinema j\u00e1 acumula uma vasta hist\u00f3ria, um farto material f\u00edlmico, assim como um n\u00e3o menos farto corpo te\u00f3rico, o que permite que se estude cinema, que se aprenda com as experi\u00eancias anteriores. Some-se a isso o desenvolvimento das tecnologias digitais que ampliaram enormemente os recursos t\u00e9cnicos, e temos um universo de \u201cexcel\u00eancia audiovisual\u201d que \u00e9 simplistamente elevado \u00e0 categoria de \u201carte\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 imensa a lista de filmes e diretores que s\u00e3o al\u00e7ados ao patamar da \u201cgenialidade\u201d muito mais pelo impacto est\u00e9tico proporcionado pela qualidade audiovisual dos filmes, do que pelo \u201cdisparo do pensamento\u201d que provocam (diferentes filmes, com diferentes propostas narrativas se encaixam nesse perfil). Mas o problema n\u00e3o para por aqui. A op\u00e7\u00e3o por um \u201ccinema humano\u201d (seja l\u00e1 o que isso significa), tamb\u00e9m tem tido grande apelo junto \u00e0 cr\u00edtica nos dias de hoje. Uma bela fotografia, movimentos de c\u00e2mera elegantes, um competente desenho de som, com algumas pitadas de consci\u00eancia social e existencialismo de apostilas filos\u00f3ficas de 2\u00ba grau, j\u00e1 bastam para encantar e sensibilizar. Chama a aten\u00e7\u00e3o (e irrita) o uso abundante e sem nenhum crit\u00e9rio de palavras como \u201cpoesia\u201d e \u201cpo\u00e9tico\u201d nas cr\u00edticas. Qualquer imagem, a\u00e7\u00e3o ou di\u00e1logo que remeta a outro tempo que n\u00e3o o do realismo naturalista, \u00e9 nomeado indiscriminadamente de \u201cpoesia\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 de surpreender a avalanche de cr\u00edticas euf\u00f3ricas recebidas pelo Roma, de Cuar\u00f3n. Com uma fotografia em preto-e-branco que evita os contrastes, somada aos lentos e precisos travellings laterais, Cuar\u00f3n passeia \u201crespeitosamente\u201d pela vida dos personagens, sempre mantendo uma dist\u00e2ncia contemplativa. Junte-se a isso um trabalho impec\u00e1vel de cenografia e um desenho de som que privilegia os ru\u00eddos ao inv\u00e9s de uma trilha musical, e tem-se uma obra que preenche todos os requisitos de \u201cbeleza\u201d que povoam o imagin\u00e1rio do espectador m\u00e9dio. O golpe de miseric\u00f3rdia \u00e9 dado com doses homeop\u00e1ticas de feminismo e cr\u00edtica social. Pronto, j\u00e1 temos o bastante para p\u00fablico e cr\u00edtica elevarem o filme de Cuar\u00f3n ao patamar das obras dos neorrealistas italianos da d\u00e9cada de 1940 e 1950. Mas seria Roma um filme neorrealista?<\/p>\n<div id=\"attachment_1108553\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1108553\" class=\"wp-image-1108553 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/roma-cuaron-2.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/roma-cuaron-2.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/roma-cuaron-2-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1108553\" class=\"wp-caption-text\">Foto de divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>De maneira bem sucinta, dir\u00edamos que o neorrealismo, que surge nos escombros da Europa do p\u00f3s-guerra, tinha como proposta uma nova forma de fazer cinema, que, grosso modo, seria a de \u201cmostrar a realidade\u201d em contraposi\u00e7\u00e3o ao cinema de \u201cfantasia\u201d que era praticado por Hollywood. Mas essa \u201crealidade\u201d mostrada pelo neorrealismo tinha um estatuto bem particular. O \u201crealismo\u201d presente no neorrealismo era insepar\u00e1vel de uma forte cr\u00edtica social e pol\u00edtica, cr\u00edtica essa que fugia de um discurso panflet\u00e1rio e manique\u00edsta ao trabalhar tanto as a\u00e7\u00f5es, como as rela\u00e7\u00f5es, na superf\u00edcie dos acontecimentos, num plano horizontal aonde se inseria tamb\u00e9m o espectador. Contudo, isso n\u00e3o implicava numa \u201cneutralidade\u201d e tanto as situa\u00e7\u00f5es quanto os personagens eram impregnados com fortes elementos simb\u00f3licos. Os personagens retratados no neorrealismo escapavam do psicologismo, mas carregavam uma carga existencial irremov\u00edvel, que se projetava para al\u00e9m do cotidiano retratado. Mesmo partindo de um car\u00e1ter quase documental, evitando o melodrama, os filmes neorrealistas eram densos e, em certa medida, \u201cpesados\u201d, por constantemente requisitarem uma posi\u00e7\u00e3o (\u00e9tica, moral, ideol\u00f3gica, hist\u00f3rica, social) do espectador. O que os filmes neorrealistas documentavam era uma esp\u00e9cie de combate frente \u00e0 mis\u00e9ria moral humana, simbolizada nas imagens das ru\u00ednas da guerra e da pobreza nas periferias das cidades e no campo.<\/p>\n<p>Roma, de Cuar\u00f3n, bebe direto na fonte do neorrealismo e as evid\u00eancias s\u00e3o claras e abundantes. Vamos a algumas delas: a op\u00e7\u00e3o pelo preto-e-branco; a explora\u00e7\u00e3o da profundidade de campo e dos planos longos, aonde v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas preenchem o quadro; a prefer\u00eancia por uma atriz sem experi\u00eancia e desconhecida (no caso, a personagem Cleo); o uso de loca\u00e7\u00f5es reais (a casa da fam\u00edlia); assim como uma proposta quase documental de filmar. Por\u00e9m, a contund\u00eancia da cr\u00edtica social e pol\u00edtica, assim como a carga existencial dos personagens presentes no neorrealismo italiano, est\u00e3o completamente dilu\u00eddas em Roma.<\/p>\n<p>No lugar das cruas imagens de Rossellini, De Sica, Visconti etc., o filme de Cuar\u00f3n estetiza o real a partir de um virtuosismo t\u00e9cnico, produzindo um neorrealismo aguado, que aposta na exibi\u00e7\u00e3o meramente contemplativa de viv\u00eancias humanas, com o espectador sendo deslocado do lugar cr\u00edtico e assumindo o papel de voyeur ou de um observador ideal. E essa estetiza\u00e7\u00e3o atinge o seu ponto m\u00e1ximo na personagem Cleo, representante das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e das desigualdades sociais, a quem \u00e9 reservado o lugar do sil\u00eancio e da resigna\u00e7\u00e3o, retratados como uma virtude quase espartana. Ao inv\u00e9s da horizontalidade que o neorrealismo estabelecia em sua narrativa, temos a passagem da superf\u00edcie dos acontecimentos para a superficialidade das a\u00e7\u00f5es, mascarada pela ambi\u00e7\u00e3o de ser um \u201c\u00e9pico da vida comum\u201d. Gra\u00e7as a um tom intimista, as imagens de Roma acabam aproximando o que \u00e9 mostrado na tela da realidade cotidiana da classe m\u00e9dia, manipulando as emo\u00e7\u00f5es e gerando uma identifica\u00e7\u00e3o f\u00e1cil com o espectador, alternando momentos de tens\u00e3o e catarse (notadamente nas sequ\u00eancias do parto e do abra\u00e7o coletivo na praia).<\/p>\n<div id=\"attachment_1108564\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1108564\" class=\"wp-image-1108564 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/abrazo.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/abrazo.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/abrazo-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><p id=\"caption-attachment-1108564\" class=\"wp-caption-text\">Foto de divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Na verdade, eu diria que Roma fica num meio termo entre um neorrealismo insosso e um realismo naturalista de grande apuro est\u00e9tico. \u00c9 inevit\u00e1vel lembrarmos aqui certas novelas e s\u00e9ries recentes produzidas pela Rede Globo, que apresentam essa mesma proposta (veja bem: PROPOSTA. N\u00e3o estou comparando ipsis litteris os produtos). As novelas ou s\u00e9ries que s\u00e3o dirigidas, por exemplo, por diretores tais como Luiz Fernando Carvalho ou Jaime Monjardim, apresentam (guardadas as devidas diferen\u00e7as de recursos e meio de veicula\u00e7\u00e3o) o mesmo apuro t\u00e9cnico de certos filmes atuais, com uma grande \u00eanfase na fotografia, nos movimentos de c\u00e2mera e na cenografia. E, embora tais obras abordem constantemente temas sociais e tenham acontecimentos hist\u00f3ricos como pano de fundo, elas continuam presas a um realismo naturalista que tenta, atrav\u00e9s da t\u00e9cnica, naturalizar um \u201creal\u201d. Nesses produtos audiovisuais (filmes, novelas ou s\u00e9ries) tem-se certa mistura de estilos (e muita vezes de g\u00eaneros), que n\u00e3o consegue atingir sua m\u00e1xima pot\u00eancia em momento algum, soando como uma nova forma de maneirismo.<\/p>\n<p>Em Roma, v\u00e1rias outras refer\u00eancias podem ser facilmente percebidas, uma delas \u00e9 o cinema de Federico Fellini. Fellini tamb\u00e9m retratava em seus filmes os la\u00e7os pessoais, assim como as rela\u00e7\u00f5es dos personagens com os espa\u00e7os familiares e sociais, tendo como ponto de partida as suas mem\u00f3rias. Por\u00e9m, afastando-se desde cedo do neorrealismo, ele utilizava imagens explicitamente on\u00edricas e aleg\u00f3ricas na constru\u00e7\u00e3o de suas narrativas. As alegorias de Fellini apontavam sempre para a desconstru\u00e7\u00e3o de qualquer realismo, como se ele estivesse o tempo todo nos lembrando de que suas mem\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o o \u201creal\u201d, mas a sua vis\u00e3o (bem particular) do real. Em Roma, certas sequ\u00eancias remetem de imediato a Fellini (em especial, a sequ\u00eancia na periferia, na qual temos o homem-bala, o com\u00edcio pol\u00edtico e a aula de arte marcial coletiva ministrada por um exc\u00eantrico \u201cmestre\u201d), mas elas caem totalmente no vazio e aparecem apenas como pitadas de estilo. A alegoria, que em Fellini quebrava qualquer pretens\u00e3o de neutralidade, qualquer pretens\u00e3o de reflexo do real, em Roma surge apenas como uma \u201ccita\u00e7\u00e3o\u201d. Da mesma forma, em Roma, os planos que em determinados momentos se demoram em certos objetos, nada acrescentam a proposta de \u201cdocumentar\u201d as rela\u00e7\u00f5es humanas, aparecendo, mais uma vez, como uma estiliza\u00e7\u00e3o vazia.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, Cuar\u00f3n e seus conterr\u00e2neos ca\u00edram nas gra\u00e7as de Hollywood (e aparentemente, tamb\u00e9m de Veneza) e tem dominado as premia\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria norte-americana nos \u00faltimos anos. Ao praticarem um cinema \u201climpo\u201d, extremamente bem feito tecnicamente, inebriante esteticamente (pelo menos a partir de uma leitura convencional do Belo) e perfeitamente palat\u00e1vel na abordagem de conte\u00fados \u201csens\u00edveis\u201d, esses diretores e seus filmes agradam em cheio uma parcela do p\u00fablico e da cr\u00edtica que busca trabalhos autorais, mas que se contenta com uma interpreta\u00e7\u00e3o mediana dos acontecimentos e do pensamento.<\/p>\n<p>Tra\u00e7ando um paralelo com a tend\u00eancia atual de gourmetiza\u00e7\u00e3o do consumo, eu diria que a experi\u00eancia de assistir Roma trouxe-me \u00e0 lembran\u00e7a um cup cake (bolinho, para os \u00edntimos) que comprei recentemente. O doce, que n\u00e3o utilizava a\u00e7\u00facar na sua composi\u00e7\u00e3o, era visualmente bastante atraente, adequando variados ingredientes e sem restri\u00e7\u00f5es de consumo, mas com pouco sabor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CINEMA &nbsp; &nbsp; A primeira coisa que me vem \u00e0 cabe\u00e7a quando penso em Roma, de Alfonso Cuar\u00f3n, \u00e9: o que aconteceu com a cr\u00edtica cinematogr\u00e1fica? \u00c9 impressionante a pauperiza\u00e7\u00e3o das an\u00e1lises, que, diga-se de passagem, gastam mais da metade&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1820,"featured_media":1108543,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,11390,112],"tags":[75238,476,75715,75714,15165],"class_list":["post-1108538","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-conteudo-original","category-cultura-pt-pt","tag-caderno-de-cultura","tag-cinema","tag-critica-pt-pt","tag-cuaron","tag-roma-pt-pt"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Roma: o neorrealismo diet de Cuar\u00f3n<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CINEMA &nbsp; &nbsp; A primeira coisa que me vem \u00e0 cabe\u00e7a quando penso em Roma, de Alfonso Cuar\u00f3n, \u00e9: o que aconteceu com a cr\u00edtica cinematogr\u00e1fica? 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