{"id":1104049,"date":"2020-05-10T03:52:48","date_gmt":"2020-05-10T02:52:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pressenza.com\/?p=1104049"},"modified":"2020-05-10T11:55:51","modified_gmt":"2020-05-10T10:55:51","slug":"coreografias-do-normal-em-meio-ao-confinamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pressenza.com\/pt-pt\/2020\/05\/coreografias-do-normal-em-meio-ao-confinamento\/","title":{"rendered":"Coreografias do \u201cnormal\u201d em meio ao confinamento"},"content":{"rendered":"<h5><span style=\"color: #999999;\">DAN\u00c7A<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por Maria Alice Poppe<\/strong>\u00b9<\/p>\n<p>Passamos de 50 dias de isolamento social e j\u00e1 me parece haver algumas percep\u00e7\u00f5es de nosso estado f\u00edsico|emocional diante de tamanha volatilidade e incerteza, associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o espacial em nosso cotidiano, o que vem afetar diretamente o nosso campo sens\u00f3rio-motor. O momento pede aten\u00e7\u00e3o, escuta e, talvez, uma certa parcim\u00f4nia a fim de concedermos porosidade aos nossos corpos na lida com esse novo \u201cnormal\u201d. Nesse sentido, me parece que temos uma \u00fanica op\u00e7\u00e3o: aceitar com resili\u00eancia e se adaptar para, ent\u00e3o, poder reagir e, assim, entender esse novo ch\u00e3o que pisamos (ou o \u201cvelho\u201d ch\u00e3o de nossas casas que pouco conhecemos). Assim, perceber o peso e a for\u00e7a gravitacional para se elevar do ch\u00e3o de outras maneiras e, talvez, escapar do j\u00e1 sabido. Em dan\u00e7a contempor\u00e2nea, costumamos ir ao encontro das pr\u00e1ticas que visam o desconhecido, em busca de outras possibilidades de movimento e, tamb\u00e9m, de outros \u201cch\u00e3os\u201d para pisarmos. Caso contr\u00e1rio, cedemos ao j\u00e1 conhecido e decretamos a fal\u00eancia do estado de investiga\u00e7\u00e3o ou permaneceremos na imin\u00eancia de um futuro que nos assombra.<\/p>\n<p>No cotidiano, em geral, caminhamos pela cidade, abaixamos para pegar o casaco, corremos para pegar um \u00f4nibus, giramos o dorso para os lados, agachamos para entrar no carro, subimos escadas, aceleramos para atravessar a rua, olhamos para tr\u00e1s ao ouvir uma freada ou buzina, andamos mais r\u00e1pido, ralentamos para olhar o celular, erramos o caminho, tomamos um susto pelo senhor que caiu logo \u00e0 frente e somos incitados a parar bruscamente, esbarramos em algu\u00e9m, levantamos a cabe\u00e7a, abra\u00e7amos um amigo e fabricamos outras tantas a\u00e7\u00f5es, que poderia listar infinitamente aqui. Esses modos de agir possuem qualidades expressivas imensur\u00e1veis que solicitam musculaturas adversas, nos auxiliando na nossa sa\u00fade f\u00edsica e emocional, al\u00e9m de ativar sensores de fina coordena\u00e7\u00e3o motora. Contudo, pe\u00e7o uma especial aten\u00e7\u00e3o na observa\u00e7\u00e3o sobre o nosso corpo, sobre a sua rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o, sobre o nosso peso e, sobretudo, a dinamiza\u00e7\u00e3o a que somos submetidos no dia-a-dia no desejo pelo outro, objeto, pessoa, bicho, enfim, tudo o que \u00e9 tang\u00edvel. Penso, em uma primeira inst\u00e2ncia, na qualidade da nossa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o ao novo \u201cnormal\u201d, tendo em vista que estamos confinados dentro de nossas casas. Partindo da premissa de que o outro nos afeta fisicamente e, mais, que o espa\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 agente nesse processo, como ativar mecanismos din\u00e2micos em nossos corpos dentro de nossas casas e nos espa\u00e7os da imagina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Venho da dan\u00e7a, tenho forma\u00e7\u00e3o na t\u00e9cnica do bal\u00e9 cl\u00e1ssico, seguida de uma densa especializa\u00e7\u00e3o em dan\u00e7a contempor\u00e2nea na Escola e Faculdade Angel Vianna, no Rio de Janeiro. Talvez, por isso a minha percep\u00e7\u00e3o do corpo e seu entorno (o espa\u00e7o), no cotidiano, se d\u00ea de forma um pouco distorcida, acentuada e esgar\u00e7ada, ou como dizem os especialistas com uma certa \u201cdeforma\u00e7\u00e3o profissional\u201d. Nesse sentido, tenho uma enorme aprecia\u00e7\u00e3o pela sutileza dos tra\u00e7ados invis\u00edveis que flertam com o movimento imaginado e percorrem o pensamento na dire\u00e7\u00e3o do movimento dan\u00e7ado. Dito de outra forma, trata-se de uma esp\u00e9cie de imagem mental do movimento que pode ser experenciada tanto ao deitar no ch\u00e3o quanto ao fechar os olhos na frui\u00e7\u00e3o do gesto dan\u00e7ado. \u00c0 guisa de exemplo, certa vez experimentei algumas a\u00e7\u00f5es do cotidiano, como escovar os dentes, pentear os cabelos, comer e caminhar pela casa com os olhos fechados, como forma de explora\u00e7\u00e3o do campo imaginativo e proprioceptivo do corpo | pensamento.<\/p>\n<div id=\"attachment_1104052\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1104052\" class=\"wp-image-1104052 size-full\" src=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/De-Maria-Alice-Poppe2.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"765\" srcset=\"https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/De-Maria-Alice-Poppe2.jpg 1024w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/De-Maria-Alice-Poppe2-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/De-Maria-Alice-Poppe2-720x538.jpg 720w, https:\/\/www.pressenza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/De-Maria-Alice-Poppe2-768x574.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-1104052\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Maria Alice Poppe<\/p><\/div>\n<p>Voltemos \u00e0 pergunta acima, e j\u00e1 que somos dotados de tridimensionalidade, vale lembrar que temos costas, lados e n\u00e3o somente a frente do corpo. Parece \u00f3bvio, por\u00e9m \u00e9 muito comum esquecer tal prerrogativa, uma vez que a comunica\u00e7\u00e3o humana \u00e9 pautada majoritariamente pela fala e pela vis\u00e3o, al\u00e9m do fato de tanto a boca como os olhos estarem na frente do corpo. Comece a pensar nas suas costas, nos ossos que seguem ao descer na dire\u00e7\u00e3o da ponta debaixo das orelhas, as famosas esc\u00e1pulas! Elas s\u00e3o suavemente paralelas \u00e0s v\u00e9rtebras da coluna e s\u00e3o fonte de muitas explora\u00e7\u00f5es de movimento em nossas pesquisas em dan\u00e7a. Pe\u00e7a a um bailarino para ele improvisar a partir das esc\u00e1pulas. Certamente voc\u00ea se surpreender\u00e1 com o repert\u00f3rio de movimentos que surgir\u00e3o dali. Na dan\u00e7a, costumamos ativar com frequ\u00eancia a for\u00e7a e o apoio de nossas costas no sentido de dar voz ao que est\u00e1 localizado atr\u00e1s, assim n\u00e3o prevalecemos tanto a frente do corpo e damos sentido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com a tridimensionalidade. Para isso, utilizamos objetos como espumas, bambus, bolinhas, al\u00e9m do ch\u00e3o e da parede no sentido de ativar e sensibilizar as costas. Tenha certeza que essa tem\u00e1tica ocupa grande parte de nossos conte\u00fados e est\u00edmulos para dan\u00e7as e coreografias. Seguindo essa motiva\u00e7\u00e3o, e provocando outras formas de ativa\u00e7\u00e3o do corpo, independente do tamanho do espa\u00e7o que se ocupa, sugiro o exerc\u00edcio de fechar os olhos e imaginar, por exemplo, o movimento da ponta do nariz como se fosse a ponta de um l\u00e1pis desenhando a forma de oito (infinito). O mesmo pode ser feito com o topo da cabe\u00e7a, ou com a ponta do cotovelo e assim por diante. Me inspiro no estado descrito nas u\u0301ltimas frases do livro A Alma e a Danc\u0327a de Paul Vale\u0301ry, nas quais a danc\u0327arina Athikte\u0301, que representa a incorporac\u0327a\u0303o do espi\u0301rito da Danc\u0327a, e\u0301 indagada por Erixi\u0301maco e So\u0301crates a respeito de seu estado no momento da danc\u0327a:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em>\u201cErixi\u0301maco: \u2013 Enta\u0303o, menina, vamos abrir os olhos. Como te sentes agora?<\/em><br \/>\n<em>Athikte\u0301: &#8211; Na\u0303o sinto nada. Na\u0303o estou morta. E contudo, na\u0303o estou viva!<\/em><br \/>\n<em>So\u0301crates: &#8211; De onde voltas?<\/em><br \/>\n<em>Athikte\u0301: &#8211; Asilo, asilo, o\u0301 meu asilo, Turbilha\u0303o! \u2013 Eu estava em ti, o\u0301 movimento, e fora de todas as coisas&#8230;\u201d \u00b2<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>O n\u00e3o-ver e as costas ati\u00e7am o pensamento de um corpo que escuta o som da pele. Instaura-se, ent\u00e3o, uma sensa\u00e7\u00e3o de movimento cuja premissa n\u00e3o \u00e9 ditada pelo protagonismo da vis\u00e3o. Nada mais adequado num momento como esse no qual, sem buzinas e esbarr\u00f5es, dormimos e acordamos amedrontados, fazemos reuni\u00f5es de trabalho ao mesmo tempo que cozinhamos, assistimos a crise pol\u00edtica do Brasil em meio \u00e0 maior pandemia de todos os tempos, ajudamos nossos filhos no homeschooling no intervalo em que limpamos o ch\u00e3o, fazemos p\u00e3o e brincamos, acompanhamos um presidente sem limites, jogamos cartas, tememos o amanh\u00e3, lavamos a lou\u00e7a, cuidamos de n\u00f3s mesmos, cuidamos do outro, sem sair de casa, com o corpo fervendo. A habilidade de ouvir com a pele, ver com os ouvidos, tatear com as papilas e cheirar com os olhos, torna-se um mecanismo de luta, resist\u00eancia e cuidado. Tais invers\u00f5es promovem a abertura para um outro corpo, diferente daquele que repetia mecanicamente os movimentos. Agora, esse corpo cria montanhas com as curvas das pernas, abre buracos entre os dedos das m\u00e3os e lustra o piso pelo polvilhar suave dos p\u00e9s no ch\u00e3o. N\u00e3o seria a nossa capacidade de adapta\u00e7\u00e3o uma abertura ao espa\u00e7o da casa para al\u00e9m de uma arquitetura s\u00f3lida e est\u00e1vel? Talvez assim possamos experimentar o desconhecido sem abrir m\u00e3o do que j\u00e1 passou, ou ent\u00e3o habitar o turbilh\u00e3o de Athikt\u00e9 at\u00e9 que o novo \u201cnormal\u201d n\u00e3o nos assombre mais.<\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00b9 Bailarina e Colaboradora em processos de cria\u00e7\u00e3o. Doutora em Artes C\u00eanicas pela UNIRIO. Mestre em Artes Visuais pela UFRJ. Licenciada em Dan\u00e7a pela Faculdade Angel Vianna. Professora Departamento de Arte Corporal da UFRJ coordenadora do Projeto de Pesquisa LINHA. <a href=\"http:\/\/www.alicepoppe.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.alicepoppe.com<\/a><br \/>\n\u00b2 Refer\u00eancia: VALE\u0301RY, Paul. A Alma e a Danc\u0327a e outros dia\u0301logos. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1996, pg. 68<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DAN\u00c7A &nbsp; &nbsp; Por Maria Alice Poppe\u00b9 Passamos de 50 dias de isolamento social e j\u00e1 me parece haver algumas percep\u00e7\u00f5es de nosso estado f\u00edsico|emocional diante de tamanha volatilidade e incerteza, associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o espacial em nosso cotidiano, o que&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1685,"featured_media":1104062,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[104,112,165],"tags":[75238,75337,73010],"class_list":["post-1104049","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-america-do-sul","category-cultura-pt-pt","category-opiniao","tag-caderno-de-cultura","tag-danca","tag-isolamento"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Coreografias do \u201cnormal\u201d em meio ao confinamento<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"DAN\u00c7A &nbsp; 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