Durante 24 horas, a Federação de Estudantes do Peru (FEP) organizou uma greve nacional universitária em 16 departamentos do país. «A segunda fase terá lugar quando as novas autoridades assumirem o governo, daqui a 50 ou 100 dias», indicou Luis Escudero, presidente da FEP, que representa estudantes universitários, de institutos e do ensino secundário.

As principais reivindicações da organização dizem respeito à realidade educativa, tais como: uma nova lei universitária com participação estudantil e o aumento do orçamento destinado à educação pública para 6% do Produto Interno Bruto (manifestam preocupação com o corte orçamental que influenciará a má qualidade do ensino universitário).

Os estudantes exigem também a ampliação da cobertura de refeitórios e residências universitárias, serviços de acompanhamento psicológico e creches universitárias para estudantes, docentes e trabalhadores. Além disso, o cumprimento e a ampliação do direito à meia-passagem universitária, a incorporação de uma representação estudantil de 50% no governo universitário e a promoção do bacharelato automático permanente para universitários e a homologação das modalidades de titulação.

O movimento estudantil universitário também adere às reivindicações sociais da população em pleno processo do segundo turno eleitoral, tais como: exigir ao Congresso da República a aprovação imediata do crédito suplementar para as Bolsas Geração do Bicentenário e Bolsa 18, a abordagem de género integral na educação, denunciar a perseguição política e o terror contra estudantes, a revogação das leis anti-florestais e pró-crime, entre outras.