Aumenta a perceção de fraude. Com 98,6% das atas apuradas, mantém-se o empate técnico entre Keiko Fujimori (50,051%) e Roberto Sánchez (49,949%), com uma vantagem de mais de 18 mil votos para a primeira. A ONPE informou o processamento de 92.766 atas eleitorais, tanto do território nacional como do estrangeiro.
O voto está dividido. Até ao momento, Roberto Sánchez lidera a nível nacional com 50,170% dos votos (tendo reduzido a sua vantagem), enquanto Keiko Fujimori obtém maior número de votos no estrangeiro (63,324%).
Processo pendente
No entanto, ainda estão em processo as atas que sofreram atrasos no seu transporte, provenientes da região amazónica (Alto Amazonas, Atalaya, Coronel Portillo, Maynas, Requena) e da região montanhosa (Huanta e La Convención).
Também está pendente o pedido de anulação de 7.000 votos rurais de Puno solicitado pelo Fuerza Popular; enquanto que o Juntos por el Perú solicitou a anulação de 2.400 mesas de votação no território nacional e no exterior; este, no entanto, foi declarado improcedente pelo Júri Eleitoral Especial (JEE) devido ao fato de não terem pago a taxa eleitoral que ultrapassava os 2 milhões de soles. Apesar do avanço da apuração, ainda há 1.475 atas observadas por inconsistências no preenchimento que serão avaliadas pelos Júris Eleitorais Especiais (JEE). A sua resolução permitirá concluir o resultado final do processo eleitoral nacional.
Percepção de fraude
Durante a espera, a população tem-se manifestado repetidamente devido à preocupação com uma provável «fraude eleitoral», porque não vê o seu voto representado no avanço da contagem. Foi o que manifestaram no sábado passado na Praça San Martín: «Estamos aqui para defender o voto que o povo emitiu nas suas urnas, desde Barranca, Pativilca, Paramonga, Supe Puerto, Supe Centro», «As 16 regiões estão em pé de luta porque o nosso voto não se vende, irmãs e irmãos» (departamento de Huancavelica), «O Bairro Chino (Ica) foi sitiado, parece que fosse um país em guerra, alertamos o mundo para o que está acontecendo no país», indicaram os cidadãos.
As principais causas da percepção de fraude devem-se à crise política que o país atravessa, como a extensão da corrupção a todos os níveis, que atinge os partidos políticos, a desconfiança pela perda da independência dos poderes do Estado, o centralismo de Lima em relação às províncias que se consideram negligenciadas e a repressão às manifestações, entre outras razões.







