O segundo turno das eleições presidenciais no Peru terá lugar no próximo dia 7 de junho entre os candidatos Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular (com 17,18% obtidos no primeiro turno), e Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú (que alcançou 12,03%). Nessa data, mais de 27 milhões de peruanos com direito a voto irão às urnas.

O panorama está dividido para ambos os candidatos.

No primeiro turno, Fujimori obteve apoio nos departamentos de Tumbes e Piura (costa) e Ucayali (selva); enquanto Sánchez liderou na serra, em departamentos como Huancavelica, Cajamarca, Apurímac e Puno. Lima e Callao (a primeira com mais de oito milhões de eleitores e a segunda com 860 mil) votaram no ex-candidato López Aliaga. Espera-se que estes apoiem Fujimori, mas nada está garantido.

Ambos os candidatos apresentam abordagens diferentes nas suas propostas. Fujimori propõe maior segurança, ordem institucional e a continuação do modelo económico; enquanto Sanchez se concentra na reforma agrária, na alteração da Constituição e prometeu o perdão ao ex-presidente Pedro Castillo, entre outras medidas.

Atualmente, ambos os candidatos desenvolvem as suas campanhas em diferentes departamentos do país, tentando conquistar os votos indecisos das candidaturas do primeiro turno. Prevê-se que nestas eleições, tal como nas anteriores, o voto dos cidadãos seja «contra» algum candidato e não precisamente pelas propostas que possam impulsionar.