ARTES VISUAIS

Por CWeA Comunicação

 

Com obras em coleções prestigiosas como a do Centre Georges Pompidou, em Paris, e representante de seu país na Bienal de Veneza em 2017, o artista mostrará esculturas em vários materiais e formatos – três delas interativas – , e um grande móbile, de 4,5 metros, que exploram seu interesse em criar espaços e contextos que alteram a experiência do espaço e a percepção do tempo. Junto à exposição, a Cinemateca do MAM exibirá filmes de Veilhan no dia 12 de setembro, seguidos de uma conversa com a participação do artista.

Nara Roesler, Ipanema, Rio de Janeiro

Abertura: 10 de setembro de 2022, das 11h às 17h

Até: 29 de outubro de 2022

Entrada gratuita

 

Nara Roesler tem o prazer de apresentar a primeira individual de Xavier Veilhan (1962) no Rio de Janeiro. Expoente da arte contemporânea na França, com obras no Centre Georges Pompidou, em Paris, e representante de seu país na Bienal de Veneza em 2017, Xavier Veilhan é conhecido por trabalhos que transitam entre escultura, pintura, instalação, performance, vídeo e fotografia. Na exposição – que ocupará os dois andares da galeria – estarão 15 obras, entre esculturas de dois metros de altura, esculturas cinéticas em madeira, e um grande móbile, de 4,5 metros de altura, que oferecem ao público uma excelente oportunidade de conhecer o trabalho deste grande artista. A originalidade das suas proposições, que tensionam a relação entre o bidimensional e o tridimensional, resulta em espaços e contextos que alteram a experiência do espaço e a percepção do tempo, um dos interesses do artista.

No dia 12 de setembro, a partir das 18h, a Cinemateca do MAM exibirá filmes de Veilhan, seguidos de uma conversa com a participação do artista.

As três obras “Cocardes” (I, II e III, de 2022) – “Cocar”, em português –, discos de madeira de 80 cm por 8cm de largura, presos à parede, podem ser ativadas manualmente pelo público.

Muito ligado à música – fez enorme sucesso seu estúdio de som, em madeira, na Bienal de Veneza – e à arquitetura, Xavier Veilhan atualiza a ideia de retrato ao representar grandes nomes dessas duas áreas. Estarão na exposição esculturas de dois metros de altura dedicadas a Tom Moulton (1940), célebre produtor considerado o pai da disco music e do remix, e também dos breakdowns, que permitiram a criação do hip hop. E o arquiteto Renzo Piano (1937), que projetou o Centre Pompidou, também está representado em uma escultura de Veilhan.

O processo de realização dessas figuras incorpora métodos e materiais tradicionais aliados à tecnologia, em que geometriza a forma, ou cria um efeito “pixelado”. Veilhan escaneia imagens dos corpos dos retratados ao mesmo tempo em que faz uma escultura idêntica ao modelo, insere uma linguagem artificial. Veilhan faz uma homenagem às invenções e aos inventores de nosso tempo, por meio de uma linguagem artística que mistura os códigos da indústria e da arte. Pessoas próximas do artista, como amigos próximos ou assistentes do ateliê, também ganham representação em esculturas, conferindo uma dimensão afetiva ao trabalho.

MINIMIZANDO IMPACTOS AMBIENTAIS

São diversos os materiais empregados por Veilhan em sua prática, como a prata, a madeira maciça, o compensado de madeira e o concreto mineral, que o artista passou a empregar recentemente a fim de minimizar os impactos ambientais de sua produção, preocupação que também o levou a utilizar verniz não poluente no acabamento de diversas peças.

MARCHETARIAS

Outro retrato de Renzo Piano, e um do arquiteto Le Corbusier (1887-1965), além de três obras “Marine” (1, 2 e 3, 2022), e “Ana”, todos trabalhos de 2022, em compensado de bétula e tinta acrílica, criam a ilusão de serem produzidas fazendo uso de marchetaria. O efeito é obtido com o uso de um recurso formal no qual Veilhan emprega superfícies cromáticas – algumas delas opacas enquanto outras deixam os veios da madeira aparentes –, que se encaixam criando a ilusão de tridimensionalidade, em uma aproximação entre artesania e tecnologia. Nesta série “Marqueteries” (“Marchetarias”), as imagens são baseadas em fotografias das esculturas facetadas criadas pelo artista, que, segundo ele, representam uma espécie de tensão entre representação e a existência da imagem como objeto.

ESCULTURAS A CONVITE DA CHANEL

A convite de Virginie Viard (1962), diretora criativa da Chanel, Xavier Veilhan fez especialmente para os desfiles das duas últimas temporadas de alta costura deste ano, em Paris, uma instalação em que combinou espaços virtuais e físicos com esculturas geométricas monumentais e lúdicas, móbiles e rodas gigantes.

GRANDE MÓBILE

Outra obra na exposição, um grande móbile com 4,5 metros de altura x 1,50 de largura, em carbono, poliamida, compensado de bétula e aço inoxidável, “Le Mobile nº 8” (2022), se moverá de acordo com a ventilação do espaço.

TEXTO COM A ENTREVISTA DE VEILHAN À ARTISTA BRASILEIRA LUCIA KOCH

Estará à disposição do público um texto com uma entrevista de Xavier Veilhan à artista brasileira Lucia Koch (1966), em uma aproximação entre suas práticas artísticas, que têm a arquitetura e o espaço como conceitos norteadores em suas pesquisas. Em outubro deste ano, Lucia Koch irá fazer uma instalação inédita no Palais de Iéna, em Paris.

 

Xavier Veilhan Aïna no 1 2022 compensado de bétula e alumínio ed unique 223,7 x 51 x 51 cm

 

SOBRE XAVIER VEILHAN

Nascido em 1963, em Lyon, e radicado em Paris, Xavier Veilhan é ativo no circuito da arte desde o início dos anos 1990. Seu trabalho transita entre escultura, pintura, instalação, performance, vídeo e fotografia, e ele se interessa tanto pelo vocabulário da atualidade – velocidade, movimento, vida urbana etc. – quanto pela estatuária clássica, à qual agregou sua própria reinterpretação contemporânea. Veilhan agencia uma variedade de técnicas e materiais para produzir retratos tridimensionais e paisagens, bestiários e arquiteturas que oscilam entre o familiar e o extraordinário. Para ele, arte é “uma ferramenta visual através da qual devemos olhar para entender nosso passado, presente e futuro”.

Sua obra está em coleções de importantes museus, como o Centre George Pompidou, e além de exposições em espaços de arte ele se interessa por espaços públicos, e já realizou obras específicas para locais em várias cidades do Japão, Coréia do Sul, EUA, Suíça, Suécia, Itália, Portugal, China e França. Suas exposições e intervenções in situ em cidades, jardins e casas questionam nossa percepção ao criar um envolvente percurso em que o público se transforma em participante ativo.

Exposições e projetos individuais recentes incluem: Romy and the Dogs, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) (2019), em Lisboa, Portugal; Nuit Studio Venezia, no Musée de la Musique, Cité de la Musique (2018), em Paris, França; Xavier Veilhan, Yuksek, Caterina Barbieri & Carlo Maria, Le Comte, Jonathan Fitoussi – Cine-concert, no Le Lieu Unique (2018), em Nantes, França; Reshaped Reality: 50 years of Hyperrealist Sculpture, no Museo de Bellas Artes de Bilbao (2016), em Bilbao, Espanha; Cedar, no Andrehn-Schiptjenko (2015), em Estocolmo, Suécia. Mostras coletivas recentes incluem: Rêve Électro, no Musée de la Musique, Cité de la Musique (2019), em Paris, França; Calling for a New Renaissance, Joakim & Xavier Veilhan, Villa Aperta 8, na Villa Medici (2018), em Roma, Itália; Suspension – A History of Abstract Hanging Sculpture 1918 – 2018, no Olivier Malingue (2018), em Londres, Reino Unido, e no Palais d’Iéna (2018), em Paris, França (2018); Botticelli Reimagined, no Victoria & Albert Museum (2016), em Londres, Reino Unido; 57th Venice Biennale, Veneza, Itália (2017). Suas obras fazem parte das coleções do: Fondation Ilju, Seoul, Coréia do Sul; Israel Museum, Jerusalem, Israel; Musée National d’Art Moderne, Centre Pompidou, Paris, França, e New National Museum of Qatar, Doha, Qatar; entre outros.

No Brasil, ele ganhou uma exposição individual em 2015, “Horizonte Verde”, na Galeria Nara Roesler, em São Paulo, e participou de mostras coletivas como “Marina Monumental 2017 – Arte Móvel”, Rio de Janeiro; “Jamaica Jamaica!”, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, e “Trio Bienal”, no Museu Chácara do Céu, Rio de Janeiro, em 2015; e “Feito por Brasileiros/Made by Brazilians”, em 2014, na Cidade Matarazzo, em São Paulo.

SOBRE NARA ROESLER

Nara Roesler é uma das principais galerias brasileiras de arte contemporânea, representando artistas brasileiros e internacionais fundamentais, que iniciaram suas carreiras na década de 1950, bem como artistas consolidados e emergentes cujas produções dialogam com as correntes apresentadas por essas figuras históricas. Fundada por Nara Roesler em 1989, a galeria tem consistentemente fomentado a prática curatorial, sem deixar de lado a mais elevada qualidade da produção artística apresentada. Isso tem sido ativamente colocado em prática por meio de um programa de exposições criterioso, criado em estreita colaboração com seus artistas; a implantação e estímulo do Roesler Curatorial Project, plataforma de iniciativas curatoriais; assim como o contínuo apoio aos artistas em mostras para além dos espaços da galeria, trabalhando com instituições e curadores. Em 2012, a galeria ampliou sua sede em São Paulo; em 2014 expandiu para o Rio de Janeiro e, em 2015, inaugurou um espaço em Nova York, dando continuidade à sua missão de oferecer a melhor plataforma para seus artistas apresentarem seus trabalhos.

 

Serviço: Exposição Xavier Veilhan

Abertura: 10 de setembro de 2022, das 11h às 17h

Até: 29 de outubro de 2022

Nara Roesler

Rua Redentor, 241, Ipanema, Rio de Janeiro, CEP 22421-030
Segunda a sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 11h às 15h

Entrada gratuita

Telefone: 21 3591 0052
info@nararoesler.art

Comunicação: Paula Plee – com.sp@nararoesler.com

Canais digitais:

https://nararoesler.art/

Instagram – @galerianararoesler

Facebook – @GaleriaNaraRoesler

YouTube – https://www.youtube.com/user/galerianararoesler