No Dia Internacional contra a Discriminação Racial, várias organizações – entre elas a ONU – pedem o reconhecimento do trabalho incessante dos ativistas que lutam contra o racismo, movidos pela necessidade de conferir dignidade a cada ser humano, sem distinção de raça ou de etnia.

Em 21 de março de 1960, policiais atiraram e mataram 69 pessoas que se manifestavam pacificamente contra a Lei do Passe durante o Apartheid, em Sharpeville, África do Sul. Essa lei obrigava as pessoas negras a portarem cartões de identificação com o registro dos locais por onde lhes era permitido circular1. A Assembleia Geral da ONU estabeleceu que o Dia Internacional contra a Discriminação Racial seria celebrado em 21 de março, em memória aos mortos no continente africano.

A página no site da ONU dedicada a esta data informa que a edição de 2021 tem como tema: “Vozes para a Ação contra o Racismo”.

O tema está inspirado no relatório do Alto Comissariado sobre justiça racial e na Agenda para a Mudança Transformadora em direção à Justiça e Igualdade Racial: “Escutar: assegurar que as pessoas afrodescendentes e as pessoas que são contra o racismo sejam protegidas, ouvidas, e que suas preocupações se tornem ações”.

Com isso, o órgão salienta a importância de fortalecer a participação e a representação pública significativa e segura em todas as áreas de tomada de decisões, para prevenir e combater a discriminação racial.

O foco também está em reconhecer a contribuição das pessoas, dos ativistas e das organizações que lutam contra a discriminação racial em um ambiente cheio de desafios.

“Esta simples mensagem pode ser um poderoso condutor de coragem para os ativistas do mundo todo se manterem fortes e consolidarem suas vozes contra o racismo, a se mobilizarem contra todas as formas e expressões de discriminação racial e injustiça” aponta o site oficial da ONU.


 

Traduzido do espanhol por Ana Carolina Carvalho / Revisado por Graça Pinheiro