Há 13 anos consecutivos o Brasil é campeão de mortes de pessoas trans. Uma marca realmente lamentável. Mas o mundo trans não está constituído somente de tragédias. Essas pessoas trabalham, produzem riqueza (material e imaterial) e buscam, a todo momento, inserir-se socialmente com a dignidade que todos os seres humanos merecem. Nesse contexto, como exemplo de riqueza imaterial está a produção cinematográfica por elas realizada, agora disponível através do Tela Trans.

Trata-se de um portal com mais de 120 títulos, abordagens variadas e realizadores/realizadoras de diversas partes do Brasil, um acervo de cinema dirigido por pessoas trans, que, ademais, disponibiliza os perfis profissionais das pessoas que realizam essas produções. Iniciativa que ajuda não apenas a visibilizar os trabalhos, mas, sobretudo, a desconstruir estereótipos e estigmas que costumam formar o imaginário social acerca desse universo.

O Tela Trans foi criado no ano passado e tem como objetivo principal construir um acervo de cinema dirigido por brasileiras e brasileiros trans. Está construído a partir de uma pesquisa que vem sendo realizada há cinco anos pelas cineastas Caia Coelho e Pethrus Tibúrcio, a qual conta com a colaboração das pessoas que realizam as produções audiovisuais.

Além do mapeamento das produções, o Tela Trans realiza um minucioso levantamento no que se refere aos locais onde os títulos foram produzidos, o gênero cinematográfico, entre outras informações, com o objetivo de proporcionar detalhes a respeito das produções e de quem as realiza. E tudo isso está à disposição do público, gratuitamente.

E pra quem é realizador/a, o Tela Trans oferece a possibilidade de se cadastrar e passar a fazer parte do acervo. Para isso, deve preencher um formulário disponibilizado no próprio portal, na aba “Seja parte”. Para maiores informações, e para desfrutar do acervo é só acessar https://telatrans.com.br.