Atualmente, Bangladesh é uma das economias emergentes do mundo. Em 2015, deixou de ser um país subdesenvolvido e se tornou um país em desenvolvimento. Muitos economistas asiáticos, europeus e americanos esperam que, em breve, Bangladesh vire um país de renda média. Nos dias de hoje, Bangladesh está avançando rapidamente em vários indicadores da economia. O país está progredindo nas áreas essenciais para o desenvolvimento, como crescimento nacional, renda per capita , receitas de exportação, reservas internacionais, eletricidade, comunicação e infraestrutura socioeconômica. Neste aspecto, as nações do sudeste asiático, como Camboja, Tailândia, Laos, Vietnã, Malásia, Filipinas, Mianmar e Indonésia podem seguir o “modelo de crescimento econômico de Bangladesh”.

Apesar da pandemia do coronavírus, a renda per capita de Bangladesh é considerada positiva. De acordo com vários veículos nacionais e internacionais, no ano fiscal de 2019 –2020, a renda per capita do país foi de 2064 dólares. E, no ano fiscal de 2020-2021, esse número aumentou para 2228 dólares. No ano fiscal de 2018 –2019, o crescimento do PIB de Bangladesh foi de 8,15%. E, no ano fiscal de 2019 –2020, este crescimento aumentou para 5,24%. Segundo o relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB), nos anos ficais de 2020 –2021 e de 2021 –2022, prevê-se que o crescimento seja de 6,8% e 7,2%, respectivamente, mesmo com a pandemia da Covid-19. Camboja, Tailândia, Laos, Vietnã, Malásia, Filipinas, Mianmar e Indonésia podem utilizar o mesmo método de Bangladesh para estabilizar seu crescimento do PIB.

Sob o comando habilidoso e dinâmico da Primeira-Ministra Sheikh Hasina, que é favorável ao progresso e usa sua notável prudência e seus esforços para colocar Bangladesh no caminho do desenvolvimento. Hoje, o objetivo do país é conseguir completar seus objetivos rapidamente, ultrapassando vários países no Sul da Ásia. Então, a atual Bangladesh é um modelo de desenvolvimento para o mundo. Os líderes de países do sudeste asiático, incluindo Camboja, Tailândia, Laos, Vietnã, Malásia, Filipinas, Mianmar, Indonésia podem seguir o modelo econômico da primeira-ministra de Bangladesh e a maneira que ela aborda isso.

Enquanto isso, Bangladesh cumpriu vários requisitos das Nações Unidas e, de acordo com o conjunto de critérios estipulados por eles, o país foi aprovado nas avaliações duas vezes seguidas em 2016 e em 2021. E com isso, a nação se qualificou para entrar na lista como um país em desenvolvimento. Segundo uma pesquisa de 2020, Bangladesh é a 41.ª maior economia do mundo. Além disso, a nação asiática é um dos 11 países considerados emergentes para um desenvolvimento futuro.

De acordo com o Centro de Pesquisa em Economia e Negócios (CIBR), do Reino Unido, Bangladesh será a 34.ª maior economia até 2025, a 26.ª até 2030 e a 25.ª até 2035 se a atual renda nacional per capita continuar a crescer e se desenvolver.

Enquanto a economia global está estagnada no meio da pandemia, na qual o PIB e renda per capita estão estáveis ou negativos, a economia de Bangladesh está crescendo, mesmo que de forma lenta. Um dos motivos para isso acontecer é o crescimento das receitas de exportação, a entrada de remessas e fluxo positivo de renda per capita. Novamente, os países Camboja, Tailândia, Laos, Vietnã, Malásia, Filipinas, Mianmar e Indonésia podem seguir o modelo de Bangladesh para superar a estagflação durante o período da Covid-19.

Segundo uma pesquisa do Fundo MultiDoador do Banco Mundial, a Parceria e Desenvolvimento do Conhecimento Global (Global Knowledge Partnership and Development), Bangladesh é o 8ª país do mundo com mais fluxo de remessas em 2020. Atualmente, as reservas de remessas são de mais de 45 bilhões de dólares. Desse modo, o país aparece em 45.º lugar no ranking mundial nesse quesito. Conforme uma estatística da EPP, nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2020-2021, o lucro das exportações foram de 32.07 bilhões de dólares, um aumento de 8.75% em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento e progresso da economia de Bangladesh foi uma surpresa para o mundo inteiro. Pessoas de todos os lugares estão impressionadas com seu progresso. Políticos, economistas e veículos midiáticos de diferentes países estão enaltecendo o país sul-asiático. Eles estão monitorando nossa estratégia de desenvolvimento econômico. Alguns países também estão vendo se essa estratégia pode ser implementada em seus países. Os Estados mencionados acima podem pensar bastante a esse respeito.

Segundo uma fonte confiável, Nicholas Christoph, colunista do New York Times, sugeriu ao presidente Joe Biden que aprendesse com Bangladesh formas para reduzir a pobreza. Entende-se que a estratégia de desenvolvimento bangladesa instigou legisladores e intelectuais dos Estados Unidos.

Outro veículo americano, o Wal-Mart Journal escreveu recentemente que a economia de Bangladesh é “o cavalo mais rápido” do sul da Ásia. Mike Hard, comentarista do Washington Post, escreveu que a Coreia do Sul era citada como exemplo de desenvolvimento. Agora, Bangladesh tomou seu lugar.

O notável sucesso no campo de economia que Bangladesh conquistou nos últimos anos é refletido em vários relatórios publicados em diversos meios de comunicação ao redor do mundo. Antes de apresentar seu orçamento para 2021-2022, a Ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman, afirmou, em fevereiro, que havia muito a aprender com Bangladesh sobre como aumentar as receitas de exportação em alguns setores. A pesquisa econômica apresentada por ela indica que Bangladesh surgiu como um exportador importante no âmbito internacional. Entre 2011 e 2019, a taxa de crescimento anual composta do país foi de 7,8%, 0,9% maior que a da Índia e 0,4% maior que o resto do mundo.

A Índia também tem sido atraída pela crescente renda per capita do povo de Bangladesh. O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que, até o final de 2020, Bangladesh passaria a Índia em termos de renda per capita. E isso, de fato, aconteceu. No dia 1.º de junho, a manchete da americana Bloomberg avisava que “O sul da Ásia precisa olhar para as estrelas da região”. Obviamente, essa estrela é Bangladesh.

Segundo um relatório no The Print no dia 26 de maio, Bangladesh criou fortes vínculos com seus vizinhos. O país recentemente ajudou a Índia, com envio de suprimentos de ajuda epidêmica da Covid-19 e o Sri Lankapor meio de empréstimos. Camboja, Tailândia, Laos, Vietnã, Malásia, Filipinas, Mianmar e Indonésia também podem aplicar o “Modelo de Ascensão Econômica de Bangladesh” para reanimar sua economia.

Podemos observar que Bangladesh recentemente concordou em permutar 200 milhões de dólares com o Sri Lanka. Este dinheiro contribuirá para fortalecer a economia do país vizinho. O processo de câmbio também vai ajudar Colombo, capital do Sri Lanka, a superar sua grande crise endividamento. Por meio dessa iniciativa, fica claro para o resto do mundo que, atualmente, Bangladesh está em uma base econômica muito forte.

Além disso, Bangladesh é um dos 40 países que enviou suprimentos de emergência duas vezes na segunda onda do coronavírus na Índia. No dia 8 de maio, Bangladesh enviou 10 mil medicamentos para a Índia. Em seguida, no dia 16 de maio, Bangladesh também mandou 2.072 caixas de antivirais e materiais de proteção contra Covid para o país.

O crescimento e o desenvolvimento da economia de Bangladesh também atraíram os intelectuais paquistaneses. De acordo com uma fonte, Abid Hassan, um antigo conselheiro do programa paquistanês do Banco Mundial, comparou a situação no Paquistão com o crescimento econômico bangladês em uma matéria de um importante jornal do Paquistão. Ele afirmou que, há 20 anos, nunca se imaginaria que o PIB per capita de Bangladesh se tornaria maior que o do Paquistão. Segundo ele, se o Paquistão continuar com seu desempenho decepcionante até 2030, talvez seja preciso pedir ajuda a Bangladesh. Se Bangladesh pode pagar 20 milhões de dólares ao Sri Lanka, renunciar a parte do dinheiro do país ao FMI proveniente da Somália e do Sudão, ajudar a Indonésia com equipamentos médicos no combate à Covid-19, acolher um grande número de refugiados do grupo Rohingya, de Myanmar, e também eles podem ajudar financeiramente o Paquistão. Porém, será necessária uma mudança na mentalidade paquistanesa.

O Fórum Internacional pelos Direitos e Segurança, que tem sede no Canadá, um grupo de especialistas publicou recentemente um relatório comparando Bangladesh e Paquistão. Foi mostrado que a nação bangladesa está à frente em todas as áreas avaliadas. Vários economistas pediram a todos os países que sigam o modelo de Bangladesh no desenvolvimento do sul da Ásia.

Desse modo, espera-se que, se o governo bangladês pode lidar com a pandemia da Covid-19no futuro da mesma maneira que lidou no passado, então, em 2035 Bangladesh será a 25.ª maior economia do mundo. E em 2041, será a gloriosa, próspera e desenvolvida Bangladesh de Bangabandhu.

Os Países do sudeste asiático são geograficamente muito parecidos com Bangladesh. A natureza e as questões socioeconômicas entre essas nações em termos territoriais são, provavelmente, semelhantes, mesmo que Bangladesh possua questões à parte, como a superpopulação e os Rohingya. Então, o sistema econômico bangladês será ideal para Camboja, Tailândia, Laos, Vietnã, Singapura, Malásia, Indonésia, Brunei e Mianmar. Mesmo com a pandemia e o aquecimento global, Bangladesh está se desenvolvendo. Os Estados mencionados acima podem aprender com Bangladesh a impulsionar sua economia. Todos sairiam ganhando se seguissem o modelo de gestão e sistema econômico do país vizinho. Um dia, haverá outros gigantes asiáticos, em termos de poder econômico, usando esta abordagem. Todos enaltecerão e apreciarão o crescimento econômico destes países se eles tiverem Bangladesh como modelo. Assim, todo o sudeste asiático se beneficiaria ao se recuperar e reviver sua economia após o impacto da Covid-19.


Sobre o Escritor:
Pathik Hasan. Ativista de ONG com base em Dhaka e escritora freelancer (Particularmente sobre questões internacionais atuais)

 

Traduzido do inglês por Ana Raquel Romeu / Revisado por Doralice Silva