Tim Berners-Lee, criador da web, defende que o acesso à internet deve ser um “direito básico”

08.04.2021 - EUA, Estados Unidos - Common Dreams

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Tim Berners-Lee, criador da web, defende que o acesso à internet deve ser um “direito básico”
(Imagem: Youtube)

“Devemos trabalhar para garantir que todos os jovens possam se conectar à uma internet que lhes dê a força para moldar seu mundo.”

Por Jessica Corbett

Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web, marcou o 32º aniversário de sua criação digital defendendo que “devemos reconhecer o acesso à internet como um direito básico, e devemos trabalhar para garantir que todos os jovens possam se conectar a uma internet que lhes dê a força para moldar seu mundo.”

Ao perceberem que o marco aconteceu um dia após o aniversário de um ano do anúncio do surto da pandemia de coronavírus, Berners-Lee e Rosemary Leith, co-fundadora da Fundação World Wide Web  escreveram em uma postagem no blog que “enquanto consertamos e reconstruímos, temos a chance de repensar nosso mundo e criar algo melhor. A força da internet de acelerar a mudança pode e deve ajudar a moldar o mundo que queremos.”

“Através de investimentos em infraestrutura de rede, subsídios e o apoio à rede comunitária, podemos colocar a internet nas mãos de cada jovem no planeta Terra.” ,  Tim Berners-Lee e Rosemary Leith, Fundação World Wide Web. 

Crítico das grandes empresas de tecnologia e da exclusão digital global, Berners-Lee defende há muito tempo práticas e políticas da internet, que ofereçam “humanidade, ciência, conhecimento e democracia.” Para isso, o cientista da computação revelou em 2018 o que chamou de “Carta Magna para a Web.”

Berners-Lee e Leith perceberam que a fundação está estabelecendo um Laboratório Técnico de Políticas e Design para ajudar a realizar os objetivos descritos no  “Contrato para a Web“, começando por juntar empresas de tecnologia com grupos de direitos da mulher, para localizar violência e abuso online baseados em gênero, particularmente contra mulheres jovens.

A dupla também celebrou jovens que estão “usando a internet para criar um futuro melhor e mais justo”, destacando nove exemplos de indivíduos cujo trabalho “demonstrou um potencial incrível” e “mostram como, nas mãos desta geração, a internet pode ajudar a superar alguns dos maiores desafios da humanidade.”

“A influência destes jovens é sentida através de suas comunidades e redes online”, eles escreveram. “Mas hoje só vemos uma fração do que é possível. Porque enquanto falamos sobre a geração dos ‘nativos digitais’, muito jovens ainda estão excluídos e incapazes de usar a internet para compartilhar seus talentos e suas ideias.”

Berners-Lee e Leith detalham: 

Um terço dos jovens não tem acesso à internet. Para muitos faltam dados, dispositivos e uma conexão confiável necessária para usufruir a internet ao máximo. Na verdade, apenas o terço mais rico abaixo dos 25 anos tem internet em casa, segundo a UNICEF, deixando 2,2 bilhões de jovens sem a conexão estável que precisam para estudar online, o que ajudou muitos a continuar seus estudos durante a pandemia.

Quando jovens se conectam, frequentemente se deparam com abuso, desinformação e outros conteúdos perigosos, o que ameaça sua participação e pode tirá-los da plataforma. Isso é especialmente verdade para aqueles que são alvos com base em sua raça, religião, sexualidade, habilidades e gênero.

As consequências da exclusão afetam a todos. Quantas mentes jovens e brilhantes acabam do lado errado da divisão digital? Quantas vozes de possíveis líderes estão sendo silenciadas por uma internet tóxica?

“Cada jovem que não consegue se conectar representa uma oportunidade desperdiçada para novas ideias e inovações que poderiam atender a humanidade”, acrescentaram, pedindo especificamente por investimentos pesados em infraestrutura e melhorias em tecnologia para promover o acesso à internet, e o mesmo tempo fazer dos direitos e bem-estar dos ‘usuários’ prioridade máxima.”

“Através de investimentos em infraestrutura de rede, subsídios e o apoio à rede comunitária, podemos colocar a internet nas mãos de cada jovem no planeta Terra.”, escreveram, citando uma estimativa da Aliança para Internet Acessível (A4AI), de que um investimento de U$428 bilhões ao longo de uma década disponibilizaria conexão banda larga para todo o mundo.

“Enquanto trabalhamos para que todos os jovens se conectem, precisamos garantir que a tecnologia é útil, não causa danos; inclusiva, e não exclusiva,” a dupla enfatiza. “Empresas de tecnologia precisam entender as experiências singulares e as necessidades dos jovens, e trabalhar com eles para criar em parceria produtos e serviços que respeitem seus direitos. E os governos precisam aprovar leis efetivas que fiscalizem as empresas na criação de produtos e serviços responsáveis.”

A importância da banda larga universal de qualidade e acessível aumentou ao longo do último ano, com muitos trabalhos, serviços e programas educacionais mudando para o ambiente online, em resposta à pandemia de coronavírus, o que reforçou a necessidade de tratar a internet como utilidade pública no mundo todo.

Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comunicações estabeleceu recentemente um programa que auxilia lares de baixa renda a se conectar durante a pandemia, e dois democratas do Congresso apresentaram no dia 11 de março, um projeto que investiria U$94 bilhões em infraestrutura de banda larga para encerrar a divisão digital no país.


Traduzido do inglês por Fabricio Altran / Revisado por Larissa Dufner 

Categorias: América do Norte, Ciência e Tecnologia, Jovens
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