Partindo de valores mais humanos, educadores da América Latina pensam um novo modelo educacional

10.05.2020 - Latinoamérica - COPEHU

Partindo de valores mais humanos, educadores da América Latina pensam um novo modelo educacional

Educadores e educadoras de diferentes pontos da América Latina se reuniram virtualmente para refletir sobre as suas experiências atuais no cenário da pandemia e gerar propostas futuras repensando o atual modelo educacional. Sob a consigna «Bora refletir junt@s?. O Futuro da Educação. O ser humano como valor central» convocados pela Corrente Pedagógica Humanista de aproximadamente 80 docentes, mestras, professores e professoras, estudantes de diferentes níveis e áreas de ensino, além das mães e pais do Brasil, Argentina, Chile, Perú, Bolivia e España, coincidiram que nos diferentes países se vivenciam problemas e desafios similares.

Mabel, professora da provincia de Santa Fe, colocou: «Esta situação fez com que estejamos mais próximos das famílias, que pudéssemos nos comunicar de outra forma. Porém continuamos com uma impossição do Ministério da Educação da provincia, onde se pede a sistematização dos conteúdos. É difícil ficar no meio do que os ministérios pedem e o que acontece com as famílias. Por isso achamos importante trabalhar mais o lado humano, mas temos a pressão de trabalhar com os conteúdos programáticos».

Enquanto a docente Viviana, nativa de Vera que desempenha a sua função em Calchaquí, ao Norte da provincia de Santa Fé, falou: «Nesta situação se apresentaram muitas dificuldades, principalmente, tirar as aulas da classe. Os docentes estão muito acostumados a trabalhar dentro da sala de aula. Ficou difícil. Mas, no equipe da direção tivemos muitas conversas com os nossos professores para conseguir que eles foquem na contenção das famílias. Fica muito difícil das conteúdos programáticos uma vez que na nossa região a bendita da internet não funciona muito bem. A comunidade onde se encontra a escola também não consegue ter acesso, não se tem acesso para todos ao adianto tecnológico. AS ferramentas para que cheguem os conteúdos às famílias ficava complicado. No que se refere à questão pedagógica, ficou complicado».
Ficaram em evidência as coincidências nos atuais desafios e dificuldades no marco da situação da pandemia e as possibilidades de futuro para avançar rumo a uma Educação Humanizadora, potencializando a vocação, melhores virtudes e a diversidade, direcionado a um novo paradigma onde o ser humano seja o valor central.

Durante o encontro se falou sobre diversos eixos temáticos como a situação política desumana no Brasil, as contradições entre o discurso e as pressões institucionais na Argentina, em particular na provincia de Santa Fe, as prioridades dos assuntos a serem tratados na crise provocada pela pandemia, aparição de temores da morte nas crianças, uma nova proximidade entre as famílias e os docentes, a necessidade de ferramentas internas os docentes, a necessidade de mudar os critérios de avaliação e trabalhar no acompanhamento, a necessidade de ter ou fortalecer contato com a vocação na formação docente, a possibilidade das resistências dos educadores às pressões institucionais, dentre outros.

Romina, diretora de uma creche na cidade de Quilmes, provincia de Buenos Aires, colocou que «o nosso lugar agora é do que ficar por perto, conter, humanizar a tarefa docente. Estamos passando pela mesma crise que a sociedade está passando. Este lugar de das humanidade aos docentes, se faz necessário porque, às vezes lhes é exigido que sejam super-heróis».

Luana, educadora da grande São Paulo, no Brasil manifestou: «A gente não sabe as ferramentas que cada um possa ter em mãos. Muitos de nós fazemos coisas muito boas, temos que nos apoiar nas ferramentas para nos conectar com os outres. Podemos pensar o que poderíamos fazer para conseguir chegar em cada pais, fazendo intercâmbios e gerando novas ferramentas para as crianças».

Por outro lado Marcelo, membro do Colegio de Profesores do Chile falou que «quando esta crise seja superada, também teremos que superar as outras pandemias, como a económica, gerada pelo modelo neoliberal. Hoje podemos ajudar às pessoas a ter uma visão no futuro e a pensar que não tudo está perdido. Que esta crise pode servir para sarar esse e outros âmbitos, que temos que ajudar em aquilo que transmitimos aos estudantes, aos nossos pares, que a sua dor, e todo sacrifício, tenha algum sentido no momento atual».

Geber, educador de Lima, Perú, referiu-se ao que «estamos procurando, como docentes, a forma de gerar vínculos. Esses vínculos estão se conseguindo de diversas formas, o Estado implementou através da TV, Rádio e redes sociais. Um dos problemas é que muitos de nós não conseguimos lidar com todas as novas tecnologias. Um dos desafios dos docentes é nos capacitar em outros meios de comunicação».

Enquanto a Marín, de Madrid, que trabalha como professora na área de educação fundamental infantil, concorda que no seu país, acontece uma situação similar: «Na Espanha, a ministra da Educação só agora estabeleceu que não sejam lecionados tantos conteúdos, mas que a tarefa fosse a de reforço, isso foi um grande alívio. É como conseguir dar a devida atenção para aquilo que fazia falta, que é o vínculo. Para além da pressão do número de horas que temos que nos dedicar, continua-se priorizando, de modo consumista, a aquisição de conteúdos e não o como avançar como seres humanos. A custas do que? de sermos os melhores do mundo?» questiona.

Com o graúdo intercâmbio, ficou em evidência a possibilidade, na atual situação, de se repensar a vocação, o modelo educacional e o futuro. Foram trabalhadas diferentes propostas de ação, no avanço da construção dessa educação humanizadora tão necessária nos dias de hoje. A Corrente Pedagógica Humanista (Copehu) informará através das suas redes sociais, os novos encontros para aprofundar nessas importantes reflexões que foram colocadas e que estão abertas a novos aportes.

Categorias: Educação

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