Civilizados, Bárbaros e Selvagens

30.03.2020 - Lisboa, Portugal - Redação Portugal

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Civilizados, Bárbaros e Selvagens
(Crédito da Imagem: PxHere.com)

Por Antonio C. S. Rosa/Transcend Media Service

Uma civilização ou cultura é definida como o conjunto de costumes, tradições, éticas, valores, língua, música, dança, cozinha, vestuário, religião, e organização social e política de um povo, grupo étnico, tribo, ou nação.

Os ingleses do século XIX classificaram os povos e raças em Civilizados, Bárbaros e Selvagens, com base nas respectivas “evoluções”. Eles baseavam-se primariamente em três factores: a Teoria da Evolução, de Charles Darwin; a Revolução Industrial, nas origens do capitalismo industrial; e a Reforma da Igreja Católica, o cisma de onde surgiu o Protestantismo. Falsas premissas que levaram a falsas conclusões.

Tal classificação tornou o campo fértil para o aparecimento de uma ética capitalista/protestante, a qual produziria o sistema capitalista de hoje.

A Teoria da Evolução (não uma ciência, mas uma teoria)  postula que só as mais capazes, dentre as várias espécies de organismos vivos, sobrevivem e evoluem. Darwin rotulou sua teoria de Survival of the Fittest ou Sobrevivência dos Mais Aptos. Essa competição pela sobrevivência e evolução seria em termos genéticos, biológicos e de capacidade de adaptação e/ou mutação, relativamente ao meio ambiente de onde teriam evoluído e onde habitassem. Os seres humanos foram rotulados de Homo Sapiens, representantes da espécie supostamente mais evoluída -os mais aptos. Os civilizados, bárbaros e selvagens representavam uma tentativa de hierarquização dos Homo Sapiens.

Falar em ética capitalista é incorrer numa contradição em termos, pois o capitalismo não possui uma ética, mas um único valor preponderante que são os lucros. Por outro lado, a ética protestante baseia-se no Antigo Testamento da Bíblia e na doutrina de Martinho Lutero de que Deus, uma entidade supostamente idosa, masculina e de cor branca, distribui Suas bênçãos em forma de riquezas materiais àqueles mais merecedores e pelos quais sinta maior afeto. O subtexto é que pobres são pobres porque são pecadores. E Jesus, o messias filho de Deus, era judeu, branco. As peças se encaixam.

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Categorias: Cultura e Mídia, Europa, Humanismo e Espiritualidade, Opinião
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