Eleições em EUA: quais são as contendas mais reñidas?

03.11.2018 - Washington, Estados Unidos - Prensa Latina

Eleições em EUA: quais são as contendas mais reñidas?

Os estadounidenses elegerão na terça-feira venidero a 35 senadores e aos 435 membros da Câmera de Representantes, e no meio dessa quantidade de contendas, algumas geram hoje grande atenção a nível nacional.

Muitas encuestas apontam a que os republicanos têm quase todas as possibilidades de conservar a maioria no Senado, pois ainda que na atualidade o balanço de forças nessa instância é de 51-49, os democratas deverão defender 10 assentos em estados ganhados pelo presidente Donald Trump em 2016.

Nesse órgão são várias as carreiras que acordam muito interesse, sobretudo umas cinco que se consideram de resultados mais impredecibles ao estar muito reñidas.

Um das cadeiras que se arriscam a perder os republicanos está em Arizona, onde a democrata Kyrsten Sinema e a membro da força vermelha Martha McSally estão competindo por ganhar o posto do senador Jeff Flake, quem se retirará.

Segundo a média de encuestas do portal Real Clear Politics, Sinema, congressista desde 2012, tem uma muito pequena vantagem de 0,7 pontos percentuais (47,5-46,8) sobre a também representante McSally.

Em Nevada, o senador republicano Dean Heller encontrou uma forte contrincante na congressista Jacky Rosen, e o mencionado lugar só o vê com uma superioridad de um ponto (46,3 a 45,3 por cento), mas as duas sondagens mais recentes realizados no estado dão à democrata uma ligeira superioridad.

Alto interesse acorda também o confronto em Flórida entre o senador democrata Bill Nelson e o atual governador, Rick Scott, no ponto de que nesta semana estiveram nesse estado tanto o expresidente Barack Obama, para fazer campanha a favor do primeiro, como Trump, em respaldo ao segundo.

Real Clear Politics mostra a Nelson com por diante 47,6 a 45,7 por cento, e esta contenda em particular considera-se chave para qualquer mínima oportunidade que possa ter a força azul de conseguir um sucesso na Câmera Alta.

Ao mesmo tempo, o senador democrata Joe Donnelly está tratando de conservar para o partido sua cadeira por Indiana, com vistas ao qual deverá derrotar ao candidato da formação vermelha Mike Braun, sobre quem tem uma pequena vantagem de 44 a 42,8 por cento.

Em tanto, em Missouri, a senadora da formação azul Claire McCaskill aparece em uma situação desventajosa com relação ao fiscal general do território e aspirante do outro partido, Josh Hawley, pois este a supera 47 a 45 por cento.

A posição dos democratas parece muito melhor na Câmera de Representantes, onde o lugar digital FiveThirtyEight pronostica que têm 84,8 por cento de possibilidades de se fazer com a superioridad, depois de dois anos de não ter maioria em nenhuma das duas câmeras de Congresso nem presença na Casa Branca.

Nessa instância, Real Clear Politics estima que são umas 36 as carreiras eleitorais mais fechadas, das quais cinco correspondem a espaços ocupados agora por democratas e 31 por republicanos.

Os primeiros devem obter um ganho de 23 cadeiras para conseguir o controle desse órgão, e várias sondagens apontam a que 17 distritos atualmente em poder dos republicanos se inclinam ligeira ou fortemente para os candidatos democratas.

Estes assentos localizam-se principalmente em áreas suburbanas adineradas, incluindo média dúzia de assentos em Nova Camisola e Pensilvania.

De acordo com o diário The New York Times, há outras 56 posições ocupadas por congressistas republicanos que são vulneráveis, pois se consideram impredecibles ou inclinadas só ligeiramente para a direita.

Muitas encontram-se em suburbios de estados vermelhos, cerca de cidades como Dallas, Salt Lake City, Raleigh e Carolina do Norte, ou em zonas mais rurais do país, e os republicanos deveriam ganhar quase o 90 por cento desses postos para manter o controle.

Uma contenda polêmica da Câmera Baixa é a do quarto distrito de Iowa, na que o democrata J.D. Scholten trata de derrotar ao controversial representante Steve King, quem pese a ter uma pequena vantagem provoca rejeição inclusive entre membros de seu partido por sua retórica racista e seu apoio a políticos neonazis em Europa e Canadá.

No terceiro distrito de Kansas, a democrata Sharice Davids, de origem nativoamericano e membro da comunidade LGBT, aparece com grandes possibilidades de desbancar de seu posto ao congressista republicano Kevin Yoder.

Ao mesmo tempo, no sexto distrito de Kentucky, a também democrata Amy McGrath, uma veterana da Infantería de Marina e a primeira mulher em voar em uma missão de combate para esse corpo, está muito próxima na intenção de voto ao representante republicano Andy Barr.

Estes são alguns de vários confrontos fechados nos quais, ademais, se aprecia a diversidade das eleições, que registram mais quantidade de aspirantes mulheres, negros, latinos, asiáticos, nativosamericanos ou multirraciales que em eleições prévias.

Categorias: América do Norte, Opinião, Política
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