Mulher, Negra e Diplomata

02.02.2018 - Redação São Paulo

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Mulher, Negra e Diplomata

Relações internacionais e Representatividade. O caso de Luana Roeder. 

A piauiense Luana Roeder chegou a ser abandonada ao nascer, em Teresina. Foi levada para um Orfanato no qual foi adotada pela agrônoma alemã Reinhild Roeder. Viveu no litoral do Piauí e em Brasília, onde estudou relações internacionais na UnB. No dia 15 de janeiro de 2018 tomou posse como diplomata após passar 6 anos se preparando para a prova. Uma das poucas mulheres negras a ocupar o cargo.

O Itamaraty tem representações em todo o mundo. O órgão do Poder Executivo é responsável pela política externa brasileira e pelas relações internacionais. Os diplomatas representam o Estado brasileiro em outros países.

Não há estatísticas a respeito das etnias dos diplomatas. Mas se sabe que a maioria do corpo dos diplomatas é formada por homens brancos. Isso em um país em que uma parte significativa de sua população é formada por negros e mulheres. Uma diplomata negra é um desafio ao status quo.

Dentre outras palavras – a imagem dos embaixadores e diplomatas brasileiros  em sua totalidade não representa a população brasileira.  Neste cenário fica a pergunta como criar as condições necessárias para garantir essa diversidade? E se ao invés de concursos públicos, altamente ellitizados como os para o cargo de diplomata, tivéssemos eleições ?

A via democrática pode contribuir para por um fim no regime de castas que é o Itamaraty e os tribunais brasileiros, onde juízes e diplomatas se tornam intocáveis. A possibilidade de eleição faria com que os mesmos tivessem de prestar contas para com o povo e também garantiria uma maior representatividade.

Não tem cabimento um país multicultural como o Brasil exportar uma imagem para o mundo de homens brancos.

Categorias: Ámérica do Sul, Direitos Humanos
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Milagro Sala

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