Encontro anual da Mensagem de Silo, No Parque Punta de Vacas, em janeiro de 2018

19.01.2018 - Ernesto H. De Casas

Encontro anual da Mensagem de Silo, No Parque Punta de Vacas,  em janeiro de 2018

Mendoza, Argentina – Ernesto H. De Casas

(Imagem de E.H. de Casa e N. Croce)

Em 5,6 e 7 de janeiro aconteceu o encontro anual de Mensageiros no Parque histórico de Punta de Vacas , no local onde Silo dera a sua primeira arenga (seu primeiro discurso), A Cura do Sofrimento, hoje gravada em metal em varias línguas, nas estelas da entrada da Sala de reflexão. Delas a que mais chama a minha atenção é aquela em híndi – será que o indiano quando ler pensará que é parte da sabedoria milenar da Índia atualizada?- pergunto a mim mesmo. Muitos amigos e peregrinos encontramo-nos aqui, alguns alojados nas cabanas do Parque e outros nas proximidades, para participarmos nestas jornadas cheias de experiências, cerimônias, diálogos e intercâmbio fluido. Uma amiga comenta que no dia 5 fizeram uma experiência de imposição que foi muito intensa. Às 12h do dia 6 nos reunimos na Sala abarrotada para fazermos um Ofício, no qual a correnteza de energia foi tangível. Como parte de seu testemunho, ela diz que esse momento também foi muito intenso e que o ‘Sagrado’, desta vez, deu a ela dois bons presentes. Ela, assim como muitos, vem de longe e regressa agradecida. Sem dúvida, um das centenas de testemunhos desta profunda experiência humana, comovente testemunho dado pela visitante brasileira da Sala do Sul de Minas.

No Centro de Trabalho, onde fica a Biblioteca, são apresentados os mais diversos livros de Silo e de outros autores como T.Richards e A.Koryzma, com sua acertada série de coleção de Conversas de Silo sobre temas específicos (aproximados 20 títulos na web do parque, dos quais León Alado Editora já publicou vários). Também chegaram amigos com caixas lotadas da última edição do livro A Mensagem.

Houve nestes dias muitos encontros tal e como foi anunciado no cronograma de atividades publicado na sala principal do Centro de Trabalho, assinalando a hora e o local do intercâmbio. Gostaria de destacar duas ocasiões:

– A reunião para tratar o projeto de um macro-encontro proposto para celebrar em 2019 o quinquagésimo aniversário da arenga pública de Silo antes mencionada, A Cura do Sofrimento. Estive presente nesta reunião em que junto a amigos recordamos vivamente quando éramos mais jovens e Silo, que para então contava com 31 anos, começou a fazer conhecer de modo público o seu ponto de vista sobre a vida e o ser humano, entre outros temas transcendentais. Como ficou registrado em um breve vídeo de notícias de 1969, Silo respondeu à pergunta de uma jornalista reconhecida na época, o que ele propõe: “… a paz, e explicar as possibilidades do despertar”. Essa expressão abrange toda a sua mensagem sobre fazer contato com o profundo da mente humana para que emirja o melhor, a humanidade, solidariedade, reciprocidade, não violência e a experiência do sagrado (“Aprende a reconhecer os signos do sagrado em ti e fora de ti”, expõe em uma reflexão de O Caminho, na terceira parte do livro A Mensagem).

É assim que para o ano próximo fica prevista a celebração do quinquagésimo aniversário daquela arenga que congrega todos nós para o 4 de maio – Dia do Testemunho- nos diferentes Parques de Estudo e Reflexão do mundo. Nesta data tanto como para 6 de janeiro de 2019, estende-se um amplo convite: …nos encontraremos para “renovar a experiência daquele 4 de maio de 1969, no mesmo local onde Silo falou”, ouvindo as palavras de Silo.

-O brinde que teve lugar às 18h , na sala do Centro de Estudos para celebrar o natalício de Silo em 6 de janeiro, modo simples, porém sentido de manifestar o profundo agradecimento a esse homem excepcional que não fez mais do que dar e dar aos demais, toda a sua vida…

Por outra parte, cabe destacar que foi completado um evento importante: a colocação de Sinais no Caminho, iniciada em maio de 2015, sobre a Ruta Nacional 7, desde o ‘conurbano de Buenos Aires’ (próximo do Parque de Estudo e Reflexão La Reja) até a localidade de Punta de Vacas. Foram colocados 12 “sinais” (pequenos monolitos azuis) a cada 100 quilômetros. O último, no km 1087, cumprindo com o objetivo de seus idealizadores. “Em três anos desenvolvemos este projeto que é mais um intento de transmitir e irradiar uma nova espiritualidade, uma nova sensibilidade baseada na não-violência e no contato com o profundo da interioridade humana. Inspirados nos ensinamentos de Silo, sua obra e sua mensagem.”

Ao entardecer, os encontros informais se multiplicaram nos arredores das instalações principais, pelos caminhos, no Mirante, onde a visão da ladeira nos entrega o eco de “Obrigado Silo” com letras enormes…

Alias, as atividades e eventos continuam, como o programado 6º encontro Internacional para uma Educação Humanizadora, COPEHU, previsto para o próximo fim de semana, onde numerosos educadores se reúnem anualmente.

É isto o que posso comentar. É difícil descrever tantas gratas emoções e os vários intercâmbios enriquecedores com os presentes de Argentina, Chile, Peru, Brasil, Itália, entre outros. Indo embora vi vários ônibus e numerosos carros que deixavam o local já no anoitecer. O vento e o fresco não impediram o grande intercâmbio e o cálido encontro. Como alguns dizem, segundo aquilo de Sursum Corda. Elevaram-se os corações!

[1] http://www.parquepuntadevacas.net/

[2] Ver: Ediciones León Alado www.edicionesleonalado.net/

[3] https://www.pressenza.com/es/2018/01/senales-en-el-camino-para-despertar-una-nueva-espiritualidad/

[4] Ver: https://www.copehu.org/

Categorias: Ámérica do Sul, Humanismo e Espiritualidade, Opinião
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