54 anos após assassinato de John Kennedy, sua morte continua sendo um mistério

03.11.2017 - Redação São Paulo

54 anos após assassinato de John Kennedy, sua morte continua sendo um mistério

A revelação de documentos secretos por Trump alimentou a polêmica

Trump autoriza a divulgação de documentos secretos sobre a morte de J.F.  Kennedy após 54 anos, dos 3.150 documentos, 88% foram liberados, cerca de 11% ainda são classificados como secretos. Uma lei aprovada pelo Congresso Americano em 1992 garante o direito público à informação.  

O jovem presidente foi assassinado em 22 de novembro de 1963 em Dallas, Texas. Morto pelo atirador Lee Harvey Oswald. 3 tiros atingiram o comboio, 2 atingiram o presidente. Tiros partiram do sexto andar de um prédio.

Há suposições de ligação com Cuba, União Soviética e com a Máfia. Morto em campanha pela reeleição.

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O temor com a divulgação de certos arquivos é revelar a identidade de agentes de inteligência (CIA) que ainda estão em operação e também de pessoas próximas ao autor do crime, como a esposa de Oswald.

Dois dias depois ele foi morto em transferência para prisão. Os arquivos serão postados online no site do National Arquives and Records.

O assassinato foi televisionado e impactou a memória dos americanos e gerou grande polêmica em torno de sua morte.

Qual é a novidade trazida por esses documentos?

1-  Planos para matar Fidel Castro com o uso da máfia italiana pela CIA;

2 – Havia uma preocupação entre os membros do partido comunista soviético com relação a um complô da ultra-direita americana para executar um golpe nos EUA e encerrar as negociações com os soviéticos.

Oswald desertou para a URSS em 1959, retornou em 62 para os EUA.

Kennedy veio de uma família rica e com influência política. Sendo seu pai embaixador dos EUA no Reino Unido. Frequentou escolas particulares e se graduou em Harvard.

Em 1962, James Meredith, uma estudante negra, tentou se matricular na Universidade do Mississippi e foi barrada de forma violenta por estudantes brancos que protestavam contra o seu ingresso. Tudo isso sem a intervenção do governo estatal. Kennedy, no episódio, enviou centenas de soldados e agentes federais para garantir que Meredith pudesse se inscrever.

O presidente Teve ligações com o pastor protestante Martin Luther King Jr. e o ajudou a sair da prisão.

Em um discurso feito em Berlim Ocidental em 1963 disse:

“Ich Bin sin Berliner”

– Sou um Berlinense, para demonstrar solidariedade para com os moradores da cidade dividida.

Trump reacende a polêmica em um momento de perda de capital político devido a prisão de um de seus chefes de campanha, o presidente é conhecido por levantar polêmicas como as feita durante sua campanha. Chegou até mesmo a afirmar que Barack Obama teria fundado o Estado Islâmico.

A quem interessa a manutenção do sigilo destes documentos?

Mesmo com a liberação de uma quantidade grande dos documentos feitos pelas agências de inteligência americana, muitos mistérios cercam a morte de Kennedy. O atentado ocorreu durante plena guerra fria em um contexto de uma ordem mundial bipolar, pautada pelos EUA e seus aliados de um lado e a antiga URSS de outro.

A manutenção do sigilo sobre o pretexto de segurança nacional pode ser apenas uma desculpa para mascarar os subterrâneos do homicídio. As ligações de poder envolvidas no assassinato continuam sem ser reveladas, e a conclusão de que se tratava de um “lobo solitário” persistem. Um insulto à inteligência dos americanos.

Fica o questionamento do porquê Trump divulgar esses documentos em um momento de fragilidade de seu governo após diversos escândalos envolvendo sua campanha.  

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