Dia de paralisações e greves é chamado por centrais sindicais e mobilizam trabalhadores no Brasil inteiro.

30.06.2017 - Redação São Paulo

Dia de paralisações e greves é chamado por centrais sindicais e mobilizam trabalhadores no Brasil inteiro.

Para um dia de paralizações e greves a retórica da direita é – como sempre – chamar quem participa dos protestos de baderneiros, – a ideia que se propaga é que quem manifesta é contra a população e pratica uma grave agressão aos mesmo. Nesse  grande devaneio, perde-se a noção da quantidade de direitos historicamente conquistados que estão sendo aniquilados paulatinamente. Um dos melhores exemplos, dentre tantos, é a reforma trabalhista. Hoje já é possível terceirizar a atividade fim, o que precariza a vida de milhões de trabalhadores. A retórica que apregoa a ideia de quem faz greve é vagabundo e não tem o que fazer é infantil. Quem faz greve a faz para garantir condições mínimas de trabalho. Uma luta que é de todos os trabalhadores.

Por tantos anos a riqueza do país foi direcionada para uma pequena parcela, os mais ricos, qual é o problema de redistribuir essa riqueza por mecanismos como o bolsa família? Os grandes empresários – que estão impregnados com os argumentos neoliberais no campo da economia e que sempre falam de um estado mínimo – ganham enormes quantidades de recursos com empréstimos do BNDS. O Estado Mínimo para o povo e máximo para as grandes corporações.

Os trabalhadores querem garantir seus direitos sociais – direitos definidos como a possibilidade de participar da riqueza nacional. A participação na riqueza do país é mais do que realizada pela casta dos mais ricos. Qual é o problema dos mais pobres terem acesso a ela? Essa participação vêm com educação de qualidade, direitos trabalhistas e uma gama de legislações que visam proteger aqueles que mais precisam.

Isso não é coisa de vagabundo. A palavra que vem do latim VAGABUNDUS denota quem anda sem destino. Os trabalhadores mobilizados não andam sem destino, eles tem um alvo claro – a luta por direitos sociais e contra um governo ilegítimo e que tem um dos piores índices de aprovação do povo, diga-se de passagem.

O povo brasileiro não merece um governo desses. Nem nenhum outro povo do mundo.

Pelo contrário, os movimentos que patrocinaram o golpe, cada dia mais nítido do que nunca, poderiam ser enquadrados nesta categoria – vagabundo- uma vez que parecem não terem um caminho muito certo. Uma hora clamam pelo fim da corrupção em outra se calam frente a escândalos astronômicos gigantescos do governo do temeroso. O que parece ser uma indignação seletiva e orquestrada.

Por nenhum direito a menos!

#GrevePorDireitos  #ForaTemer #NenhumDireitoAMenos

Alguns vídeos do dia de paralisações e greves nacional.

Créditos imagem – Coletivo de Comunicação do MST Bahia e Mídia Ninja

Categorias: Ámérica do Sul, Política
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