Greve dos médicos em Moçambique: Passaram 13 dias e nada de novo

02.06.2013 - Radio Moçambique

Greve dos médicos em Moçambique: Passaram 13 dias e nada de novo
(Crédito da Imagem: Rádio Moçambique)

A porta-voz do Ministério da Saúde, Francelina Romão, disse ontem em Maputo, durante uma conferência de imprensa, que ainda não estão a ser dados grandes passos no diálogo com a Associação Médica de Moçambique (AMM), quando entramos hoje no 13º dia da greve convocada por esta classe de profissionais de saúde, reivindicando melhores salários.

A mesma fonte indicou que isso deve ao facto da direcção da AMM continuar a exigir que a equipa do MISAU seja composta por quadros superiores entretanto, segundo ela, não identificados.

A mesma acusação foi recentemente apresentada pela AMM ao afirmar que não concordava com a equipa do MISAU porque é habitualmente renovada. “Cada dia é substituído um dos componentes do grupo e isso perturba o diálogo”, refere a AMM.

Entretanto, os enfermeiros e pessoal de apoio que continuavam a trabalhar no Hospital Geral José Macamo, na cidade de Maputo, aliaram-se à greve dos médicos.

Esteve por detrás desta paralisação um suposto pagamento semanal de cinco mil meticais aos profissionais de saúde que por inerência de funções foram afectos à Direcção de Saúde da Cidade bem como ao Ministério de Saúde (MISAU), mas que, por causa da greve, deixaram os seus postos e foram prestar serviço nas diferentes unidades sanitárias.

A saída deste grupo de trabalhadores fez com que alguns serviços do “José Macamo” fossem prestados apenas por pessoal ligado à chefia com assistência dos estudantes dos Institutos de Saúde e dos voluntários da Cruz Vermelha de Moçambique.

Por seu turno, pronunciando-se sobre a paralisação registada ontem no “José Macamo, a porta-voz do MISAU, Francelina Romão, disse em conferência de imprensa, que não constituía verdade a alegação de que os profissionais destacados para as unidades sanitárias da capital estariam a receber algum pagamento diário ou semanal.

“Não é verdade que há gente que esteja a receber um valor extra por estar a trabalhar nestes dias. É um boato que está a ser espalhado pelas pessoas que pretendem paralisar ou prejudicar o sistema nacional de saúde”, afirmou Romão.

Categorias: Africa, Política, Saúde
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