Campo da Esquerda se fortalece nas eleições do Brasil e Venezuela

15.10.2012 - Paulo Genovese

Campo da Esquerda se fortalece nas eleições do Brasil e Venezuela
(Crédito da Imagem: David Andersson)

No dia 07 de outubro ambos países foram às urnas em diferentes níveis. A Venezuela com as eleições presidenciais e o Brasil com as eleições municipais. Em ambos países a expressão da vontade popular foi um amplo apoio ao Campo da Esquerda.Vamos aos números.

Na Venezuela o voto não é obrigatório, no entanto mais de 80 por cento da população foi às urnas e o candidato socialista Hugo Chávez obteve 54,44 por cento dos votos para levar adiante seu terceiro mandato presidencial. Uma eleição polarizada que indica que seu projeto deve ser ampliado para atender uma parte não minoritária da população que escolheu outro candidato. Apesar dos setores que nunca deixam de criticá-lo e injustamente o tacham de ditador, as eleições foram amplamente supervisionadas e o pleito foi totalmente legítimo. Saudamos a vitória de Chávez com a esperança que possa incluir a populção de forma crescente nas decisões de governo, numa participação que vá em direção de uma democracia real.

Por outro lado, o Brasil teve um resultado amplamente favorável para os partidos que se situam no campo da Esquerda. Sem entrar em polêmicas estéreis sobre a suposta inexistência de esquerda e direta, para este artigo, atribuiremos uma definição ampla para o campo da esquerda, incluindo os partidos que se colocam contra o neoliberalismo e tem implementado políticas de redução de pobreza e desigualdade mesmo que tenham caráter reformista ou “etapista”. Dito isto, vamos aos resultados. O Partido dos Trabalhadores, da presidente Dilma e do ex-presidente Lula foi o partido que mais votos obteve no total, conquistando seu recorde de 624 prefeituras e mantendo um crescimento constante desde 1985. Outro partido importante, o Partido Socialista Brasileiro, teve um grande crescimento conquistando 434 prefeituras. O PC do B, constante aliado do PT conquistou 51 prefeituras, também registrando crescimento. Ainda dentro da base aliada do governo federal, mas não podendo ser situado no campo da Esquerda, o PMDB continua sendo o partido que mais prefeituras vai governar, conquistando a vitória em mais de mil cidades. Mais à Esquerda que todos os anteriores, o Partido Socialismo e Liberdade – PSOL conquistou sua primeira prefeitura, no interior do Rio de Janeiro e na capital seu candidato a prefeito alcançou quase 30 por cento dos votos. Finalmente, ainda haverá segundo turno em importantes capitais. Em São Paulo é possível que o PT volte a governar, e outras influentes cidades sejam governadas pelos partidos citados acima.

Em todo caso, celebramos estes avanços da Esquerda que, além de qualquer discussão ideológica, mesmo que necessária e urgente, expressam a vontade popular de amplas maiorias. Dentro da democracia formal que o sistema político oferece não é muito mais que se pode avançar. Mas nós, humanistas, estamos cientes que é preciso ir além para alcançar transformações profundas e duradouras e a direção deve ser a da Democracia Real aliada à cultura da Não Violência Ativa. Para que os povos não fiquem à mercê de representantes mas que com toda a dignidade que merecem sejam o valor central, com o poder real de decidir sobre seu futuro.

Categorias: Ámérica do Sul, Internacional, Política

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