Chamar os Estados Unidos de democracia é um insulto à palavra

18.01.2011 - Human Wrongs Watch/TRANSCEND - Johan Galtung

O Movimento Ocuppy é um sinal de sanidade americana. Um movimento sem liderança torna-o menos vulnerável, amplia a consciência e não insiste em uma análise e solução únicas, pelo menos por enquanto. As pessoas estão tão preocupadas, que elas sacrificam sua privacidade em nome da união e senso de objetivo, um presente para a democracia.

E que sinal de insanidade americana foi seu toque de autoridade: sem líderes políticos ávidos para pregar ou aprender ou ambos, exceto jogar gás lacrimogênio, spray de pimenta e ações de despejo. Na era Vietnã, em 1960, o Secretário de Defesa Robert MacNamara literalmente saiu do escritório para falar com os manifestantes. Que teve um efeito contrário. O que o assistente social de Chicago, Obama, deixou de fazer é motivo de vergonha.
“Irresponsável”

USA today: para, de e pelo não pelas pessoas, mas apenas por 1% que se encontra no topo. E o Congresso, os partidos gêmeos não estão no meio, mas em 1%. “Chamar os Estados Unidos de democracia é um insulto à palavra” O show da eleição nacional multipartidária já está acontecendo, mas aqueles que forem eleitos não serão “responsáveis”, no sentido mais elementar, por seus eleitores, mas pelos benfeitores corporativos que pagam por suas campanhas.

Além disso, em sã consciência, após a decisão da Suprema Corte de que o dinheiro da campanha pode ser incluído como liberdade de expressão.
Cuidado, a violência também é um ato de comunicação. Por que não “incluí-la” e todas as três formas de poder, força, corrupção e ideias equalizadas como liberdade de expressão? As guerras dos Estados Unidos com bombas, ouro e ideias, por que não eleições?

Democracia é um contrato estabelecido com os votantes: “se eleito, introduzirei o meu programa”. Obama, esse traidor da democracia, que atraiu os afro-americanos pobres, nativos, hispânicos, mulheres, jovens, trabalhadores e os traiu a todos; com exceção de seu benfeitor Goldman Sachs, a quem beneficiou com uma ajuda bilionária.

“América Ultra Secreta”

Ele aprovou a extensão da Lei Patriota, criminalizando dissidentes, aumentou a escuta telefônica, vigilância sobre as comunidades muçulmanas, manteve a investigação “América Top Secret”, com 1.271organizações governamentais e 1.931 privadas que exercem vigilância sobre cidadãos em 10.000 lugares.

Ele condenará os editores do WikiLeaks, defende as condições de confinamento de Bradley Manning, censurou os livros escritos pelos ex-agentes da CIA, bloqueou a publicação de fotos dos soldados americanos abusando de prisioneiros, impede que o governo seja analisado, alegando segredos de estado, ataca os manifestantes pacifistas, usa o confinamento solitário (Quigley).

Ele mantém a regra de Bush, acrescentando a isso: Bush+. Um megalomaníaco, que pensa estar acima dos partidos, se curva para os Republicanos para tê-los a bordo e aprovar as políticas republicanas.

Muito além de Bush!

Ele ampliou a política da guerra de Bush de dois para seis países no mínimo, trocando o Pentágono pelos agentes secretos da CIA, alocando US$ 185 bilhões para a “modernização” do arsenal nuclear (A ingenuidade norueguesa lhe rendeu o prêmio da paz pela retórica inversa)…
… [ele] mantém um recorde de servilismo a Israel, se empenhou na execução extrajudicial de Osama bin Laden, Al-Awlaki, e indiretamente de Kadafi (“eleitorismo por assassinato” como o denomina Alexander Cockburn; The Nation, 30 de maio de 2011); e,…
… ao mesmo tempo em que preside o país subdesenvolvido com alto índice de mortalidade neonatal, redução da expectativa de vida para determinadas faixa de idade, aumento do número de famílias abaixo da linha de pobreza, com muitos passando fome (cerca de 20% da população). Que prioridades!

“O Renascimento do Darwinismo Social”

Alguns previram isso tendo como base o seu passado de professor de direito: o que está certo é a decisão do juiz. Como político: a política é a decisão do Congresso. Ele é o presidente americano que menos uso fez de vetos, apenas 2. Na verdade, Roosevelt é político nº1 com 635 vetos, 1 a cada 7 dias (USA Today, 7-9 outubro de 2011).

Em um excelente artigo “O Renascimento do Darwinismo Social” (Nation of Change, 04 de dezembro de 2012), Robert Reich pergunta “Que tipo de sociedade exatamente os modernos republicanos desejam?”.

Não um governo menor, uma vez que a “maioria procura uma defesa nacional mais ampla e uma segurança interna mais robusta”. Busca e vigilância dentro dos Estados Unidos. Mais prisões, mais sentenças de morte.

Eles são “Retrógrados” e não Conservadores

Reich responde: elas não são conservadoras, mas retrógrados. “eles preferem que o país sofra um retrocesso – que volte ao que era antes dos anos 60 e 70 do século passado antes da Lei de Proteção Ambiental, do Medicare e assistência médica, do Novo Acordo (New Deal) e das provisões de Previdência Social, seguro desemprego, quarenta horas de trabalho, leis contra o trabalho infantil, reconhecimento de sindicatos, os Estados Unidos que eles buscam é o que tivemos o Período Dourado, no final do século XIX”.

Segundo Reich, é onde entra o darwinismo social como ideologia. William Graham Sumner foi professor de Ciências Políticas e Sociais de Yale, a famosa universidade da Caveira e Ossos “e que trouxe Charles Darwin aos Estados Unidos e o distorceu para que se encaixasse no times–life era uma luta competitiva em que somente o mais adequado sobreviveria e, por meio desta luta, a sociedade se tornaria mais forte no decorrer do tempo, os governos deveria fazer pouco ou nada para ajudar os necessitados porque isso interferiria na seleção natural”.

Primazia para esta visão da natureza; nenhum senso de estruturas com suas garras de ferro do destino humano, nem de culturas de compaixão. Além disso, Reich compara a citações de mais de cem anos e mais, com citações de candidatos.

Alguma Saída?

Isso também se aplica a Ron Paul. Ele deseja poupar acabando com todas as guerras sem fim, mas também favorece a revogação do plano de saúde de Obama. Quando lhe foi perguntado qual seria o conselho que daria a um jovem de que optaria pelo coma do que comprar um plano de saúde “Esse é o significado de liberdade, assumir seus próprios riscos”.

A escolha dos EUA está entre a cólera e a peste. Alguma saída?
Talvez uma. O Movimento Occupy se tornou um movimento para reviver uma economia moribunda, criando milhares de pequenas empresas, bancos para poupanças e não especulativos. Eles iniciaram uma sociedade paralela.

Johan Galtung, The Fall of the US Empire – And Then What?, TRANSCEND University Press, 2009. TRANSCEND Media Service.
2011 Human Wrongs Watch

Categorias: América do Norte, Internacional, Opinião, Política

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