Pressenza International Press Agency

February 9, 2012

Marcha das mulheres percorre 10 cidades no interior de São Paulo em direção à capital

As três mil mulheres que participam da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres chegam hoje 10 de março à cidade de Vinhedo. Elas caminham cerca de 14 quilômetros até chegar ao alojamento, no Parque Jayme Ferragut. Uma das propostas defendidas pela marcha deste ano, que percorre um trajeto entre Campinas e São Paulo, é a paz e a desmilitarização.

Af8b99034b00c014eb48a1bdd8d34fabfde3c3b8.1280x960
Image by: Daniela Carrasco
Ato em Campinas marcou a início da caminhada no último dia 8 de março, dia internacional da mulher

Pressenza Campinas, 3/10/10 Entre os dias 8 e 18 de março, a Marcha Mundial das Mulheres está realizando sua 3ª Ação Internacional no Brasil. Neste período, 3 mil mulheres de todas as regiões do país realizam uma caminhada entre dez cidades no estado de São Paulo, de Campinas até a capital paulista.

A Ação começou no Dia Internacional das Mulheres (8/3), em um grande ato público no Largo do Rosário, no centro de Campinas, e termina em São Paulo, no dia 18, em um ato na Praça Charles Miller. A marcha já passou por Valinhos, ontem 9 de março, e hoje chega a Vinhedo. Nesta cidade, as mulheres participarão de painéis temáticos para discutir assuntos como economia feminista, sexualidade, educação não sexista e mulher e mídia.

Amanhã, 11 de março, a Ação recebe a visita da feminista brasileira radicada na França, Helena Hirata, especialista no tema do trabalho e autonomia econômica das mulheres. A palestra acontece no Parque da Uva, alojamento das mulheres em Louveira.

O lema das mobilizações é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, e suas reivindicações se baseiam em quatro campos de ação: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.

Esta Ação faz parte de uma mobilização internacional que vai até o dia 17 de outubro. Estão programadas atividades em 51 países, entre eles Canadá, Colômbia, França, Espanha, entre outros. O encerramento será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo.

Trajeto e programação

A marcha passará por dez cidades paulistas: Campinas, Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea, Cajamar, Jordanésia, Perus e Osasco.

Durante o trajeto está previsto um ato público na cidade de Várzea (13/3), em que será lançado um livro sobre o histórico do dia 8 de março. As mulheres também promoverão panfletagens, batucada e demais intervenções junto à população das cidades por onde passarão.

A Ação contará ainda com a participação especial de Aleida Guevara, médica cubana e filha de Ernesto Che Guevara, que falará sobre paz e desmilitarização. Será em Perus, no dia 16.

Números e propostas

Participam da marcha 3 mil mulheres vindas de 25 estados. São várias delegações em cada estado, contando também com mulheres de diversos movimentos sociais como MST, CUT, Contag, Consulta Popular, UNE, MAB e MMC.

Serão utilizados 50 mil litros de água potável e consumidas uma tonelada de feijão, duas de arroz, uma de carne moída, além de outros alimentos como macarrão, legumes e frutas.

As reivindicações da Ação estão baseadas em quatro eixos que concentram temas chave para a vida das mulheres em todo o mundo. São eles: autonomia econômica das mulheres; bens comuns e serviços públicos; paz e desmilitarização; e violência contra as mulheres.

Esses eixos foram adaptados à realidade das mulheres brasileiras e deram os contornos da plataforma de reivindicações que será apresentada à sociedade a ao Estado durante a marcha. Entre elas está a criação de aparelhos públicos que liberem as mulheres do serviço doméstico, a não privatização de nossos recursos naturais, o aumento do salário mínimo, o fim de todas as formas de violência contra a mulher, a realização da reforma agrária e a legalização do aborto.

A marcha também pretende demonstrar sua solidariedade à população do Haiti após o terremoto que atingiu o país em janeiro. Haverá coleta de contribuições para a reconstrução da ação das mulheres da Marcha no Haiti e do movimento feminista do país.

Sobre a Marcha Mundial

A Marcha Mundial das Mulheres nasceu em 2000 como uma grande mobilização contra a pobreza e a violência. Naquele ano, as ações começaram justamente em 8 de março e terminaram em 17 de outubro (Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza), organizadas a partir do chamado “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”.

A Marcha Mundial das Mulheres já realizou duas ações internacionais, em 2000 e 2005. A primeira contou com a participação de mais de 5 mil grupos de 159 países e territórios. No ano de lançamento da Marcha, as militantes entregaram à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, um documento com 17 pontos de reivindicação, apoiado por cinco milhões de assinaturas.

There are no agenda items

Pressenza, uma agência de imprensa internacional especializada em notícias sobre paz e não-violência com escritórios em Milão, Roma, Londres, Paris, Nova York, Madri, Buenos Aires, São Paulo, Santiago e Hong Kong. Informe-se de quem somos nós e Coloque-se em contato conosco.

Apoie a nossos parceiros e visite seu sítio web.
Alojamento por cortesia de
Helogo-medium
Agradecemos a nossos patrocinadores
Weber Hardstand